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Crítica: Trigger Point (2021)

Trigger Point Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE TRIGGER POINT!!!

O género de ação pode ser visto como um dos géneros mais flexíveis no mundo do cinema. Por um lado, podemos ter aqueles blockbusters alucinantes que fazem o gáudio dos fãs do género, mas também por outro pode ser encontrado em filmes de péssima qualidade, mesmo abaixo do género de filmes de série B (em que são maus, mas também conseguem ser ligeiramente bons). Este Trigger Point é mais um desses casos de péssimos filmes de ação.

O filme segue Nicolas Shaw, um ex-soldado das forças especiais que deixou essa vida para trás, assumindo uma vida pacata no processo. Esta paz é perturbada quando um dos seus ex-chefes lhe pede ajuda para encontrar a sua filha e um ficheiro misterioso.

Trigger Point Crítica de Cinema

Trigger Point é mais um daqueles filmes banalíssimos a que nos acostumámos dentro do género do cinema de série B. Conta com uma narrativa enfadonha que segue algumas linhas já exploradas anteriormente no género de ação e espionagem, seja nas linhas clássicas de “ex-membros de um grupo militar são assassinados e só um deles é que detém a chave de tudo” até aos constantes plot twists que não se revelam nada surpreendentes. Simplesmente, no género em seu todo, simplesmente não acrescenta nada de novo ou diferente. E isto sem falar do fluxo constante de diálogos retirados diretamente de um “Manual sobre Como Escrever um Thriller de Ação”.

Grande parte das culpas podem pairar em Michael Vickerman como o guionista do filme, mas também há que apontar o dedo ao realizador Brad Turner. O que é irónico, uma vez que este possui experiência dentro deste género no ramo televisivo (com a série original de 24 ser a série pela qual ele é mais conhecido), portanto, torna-se inacreditável a forma como ele desperdiça essa experiência num filme que se rege mais constante exposição de factos e ideias em detrimento das sequências de ação, que são simplesmente horríveis.

Trigger Point Crítica de Cinema

O elenco do filme também não é exatamente algo para se fazer clamor constante. Barry Pepper encabeça o elenco e, apesar de ter alguns vestígios de carisma, simplesmente não se consegue desprender do papel do ex-assassino pseudoreformado que tantos outros atores abordaram e saíram bem sucedidos. Não adiciona nada de novo, e o seu próprio mistério também não é dos mais fortes. O mesmo se aplica aos restantes atores do elenco, que inclui alguns nomes semi-reconhecidos como Colm FeoreEve Harlow, ou mesmo Laura Vandervoort no que se pode resumir a um mero cameo que simplesmente começa a montar o puzzle para uma sequela que, para todos os efeitos e circunstâncias, não pode ver a luz do dia.

Trigger Point é uma autêntica desilusão que todos estávamos à espera que se tornasse (como se o próprio título não deixasse isso bem patente). Possui uma história e diálogos fracos, sequências de ação desinspiradas e um elenco incapaz de salvar uma réstia que seja de qualidade.

Podem ler outras Críticas aqui.

Título: Trigger Point

Realização: Brad Turner

Elenco: Barry Pepper, Colm Feore, Eve Harlow, Carlo Rota, Jayne Eastwood, Karen Robinson

Duração: 85 minutos

Trailer | Trigger Point

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