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Crítica: Vanquish (2021)

Vanquish Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE VANQUISH!!!

Já se torna uma espécie de hábito vermos atores relativamente reconhecidos em filmes de ação menos bons, ou mesmo daqueles mesmo mauzinhos que tentam encontrar o seu lugar no departamento de VOD ou lançamentos domésticos. Um desses atores é Ruby Rose que, ora nos apresenta histórias que consigam prender a nossa atenção, ora nos entrega um daqueles filmes facilmente evitáveis. E um desses filmes é este Vanquish.

Victoria é uma mãe solteira que divide o seu tempo entre cuidar da sua filha (que sofre de uma doença misteriosa) e cuidar de Damon, um ex-polícia que, devido a um atentado à sua vida, está confinado a uma cadeira de rodas. Com pena dela, Damon faz uma proposta a Victoria: se ela for a cinco locais e reaver dinheiro que lá se encontra, este encontrará um tratamento viável para a filha dela.

Vanquish Crítica de Cinema

Não esperem de Vanquish como uma próxima “grande maravilha do mundo do cinema”, mesmo dentro do género dos filmes de ação de série B. De uma forma bastante geral, o filme é dos mais fracos que se pode encontrar de momento!

Existem diversos elementos que podem sustentar esta afirmação, e algumas delas podem ser apontadas aos esforços do seu realizador e co-argumentista, George Gallo. Na realização, o seu método é simplesmente enfadonho, uma vez que estabelece a estrutura familiar de cenas de ação após cenas de ação, cada um deles a obedecer a um sistema que, infelizmente, não só é familiar, mas também já fora melhor executado em filmes de maior – e melhor – calibre. Não ajuda que a cinematografia é um dos pontos que mais dores de cabeça dará. Compreende-se a ideia de tentarem dar algum resquício de estilo, mas esta abordagem acaba por dar demasiada informação de uma só vez, conseguindo o feito de conceder maiores dores de cabeça do que outra coisa.

Vanquish Crítica de Cinema

Outro dos problemas bastante graves que Vanquish demonstra reside na escrita de Gallo em cooperação com Samuel BartlettNa sua base, oferece-nos um filme desinspirado na sua história e que obedece a uma estrutura já familiar em si, especialmente em relação a outros filmes inseridos dentro deste género. No entanto, a sua principal fraqueza reside nos seus diálogos também sem uma única onça de originalidade, além da forma bastante superficial como escreve os seus personagens, repletas de histórias e decisões bastante duvidosas, no mínimo.

Isto, infelizmente, também é transposto para o elenco, com os atores secundários, de uma forma geral, a oferecerem performances enfadonhas e repletas de armadilhas que, infelizmente, não se conseguem safar por completo. Deixando a maior parte da atenção para a dupla de Rose Morgan Freeman, que, infelizmente, também não se conseguem salvar deste filme. Rose consegue saltitar entre performances competentes e performances horríveis a cada filme visto, por isso, vermos a atriz ser completamente desperdiçada não é exatamente uma novidade; já Freeman, com uma longa carreira com performances dignas em todos os géneros imagináveis, consegue ser um verdadeiro choque, sendo “obrigado” a entregar linhas horríveis com uma dedicação em “falsete”.

Vanquish Crítica de Cinema

No campo técnico, o filme também desilude. Além da já mencionada edição de imagem duvidosa, parece que Vanquish não consegue enveredar por outras cores senão o verde ou o vermelho, já para não falar de uma banda sonora que também não ajuda a colmatar os vários problemas que atormentam o filme do princípio ao fim.

Em suma, Vanquish é uma autêntica perda de tempo, uma vez que possui uma premissa vulgar com uma execução igualmente vulgar, acompanhado por performances que estão níveis abaixo do que já fora demonstrado anteriormente, especialmente em relação a Rose Freeman.

Podem ler outras Críticas aqui.

Título: Vanquish

Realização: George Gallo 

Elenco: Morgan Freeman, Ruby Rose, Patrick Muldoon, Nick Vallelonga, Julie Lott

Duração: 96 minutos

Trailer | Vanquish

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