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Pray Obey Kill – Series Finale – 1ª Temporada

Pray Obey Kill Series Finale

CONTÉM SPOILERS DE PRAY OBEY KILL!

Estamos numa época rica de true crime, com histórias mirabolantes a chegar-nos a uma base semanal e é a vez da HBO de nos revelar um dos homicídios mais bizarros da História da Suécia, onde numa comunidade remota, de nome Knutby, a esposa de um membro de uma congregação religiosa de Pentecostes é assassinada e, passado um pouco, uma outra pessoa é alvejada numa casa nas redondezas. Os ataques parecem estar ligados, e uma dupla de jornalistas tenta resolver este crime em busca da verdade. Pray Obey Kill é uma produção detalhada, mas extremamente exaustiva e que, infelizmente, acaba por surgir numa época tardia para true crime com base em escândalos de cultos ou de enredos de “novela” em torno da religião. A verdade é que, por muito extraordinariamente complexo que este caso seja, há todo um floreado sensacionalista desnecessário e que rompe com o envolvimento geral do público.

Pray Obey Kill Series Finale

O MELHOR:

Pray Obey Kill é, de facto, detalhado e tem algumas liberdades técnicas interessantes.

O realizador Henrik Georgsson acaba por ter algumas ideias estéticas que encaixam perfeitamente no tipo de situação que vai relatando, utilizando maquetes que recriam os eventos de uma forma criativa, mesmo que, a longo prazo, se deixe levar pelas convenções mais saturantes da fórmula comum. É também importante o destaque que o mesmo dá aos jornalistas Martin Johnson e Anton Berg, que tentam desmistificar os aspetos mais sórdidos e difíceis deste caso. Embora sejam figuras que vão aparecendo a um ritmo empolgante, o problema maior é precisamente o quanto detalhado este produto televisivo é, tornando tudo mais denso e confuso e, por conseguinte, fatigante de acompanhar.

Mas Pray Obey Kill não deixa de ter alguns atributos específicos que lhe dão carisma, em especial por colocarem Helge Fossmo no centro das atenções e dos seus crimes que ainda permanecem numa névoa de mistério. Ainda assim, Georgsson podia ter simplificado muitos dos piores defeitos que Pray Obey Kill tem na sua composição.

Pray Obey Kill Series Finale

O PIOR:

A quantidade de episódios e respetiva duração faz com que Georgsson divague muito e procure sempre novos intervenientes com que apetrechar os episódios, e, por muito bom trabalho que isso seja, acaba por transbordar de informações paralelas que podiam ter sido filtradas em prol de algo mais coeso e consistente.

Pray Obey Kill acaba por disparar para todos os lados e não estabelece uma linha que seja mais prática para que o caso dê asas aos espectadores de o tentarem desvendar por si. Mesmo que consiga captar a atenção com a bizarrice do seu objeto, esta minissérie da HBO acaba por não  conquistar no formato de binge-watching, tornando-se maçuda e pouco aliciante. Apesar de tudo, há todo um trabalho criativo por parte do realizador em vaguear por este crime sem precedentes, mesmo que se deixe levar pelas suas ambições e de explorar linhas de história que acabam por dar em becos sem saída. Ainda assim não deixa de ser um trabalho admirável e uma experiência que irá deixar os fãs de true crime embasbacados com o quão mirabolante é.

Pray Obey Kill Series Finale

Estado da Série: TERMINADA

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Pray Obey Kill é um true crime que se foca num caso surreal e complexo, ainda que explorar demasiadas linhas de história se torne fatigante e por serem palpáveis as ambições do seu realizador.

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