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Confronting a Serial Killer – Series Finale – 1ª Temporada

Confronting a Serial Killer Series Finale

CONTÉM SPOILERS DE CONFRONTING A SERIAL KILLER!

Depois de ter feito a sua estreia no SXSW Film Festival, Confronting a Serial Killer está pronto para chegar ao mundo no canal STARZ (a estreia em Portugal ainda está por determinar), e o CineAddiction teve o prazer de ver os episódios completos da temporada, para além de uma entrevista exclusiva com o realizador Joe Berlinger e a estrela do momento Jillian Lauren (estejam atentos que iremos publicar a entrevista brevemente!). A história desta densa minissérie documental não é aconselhável aos mais suscetíveis, já que acompanha a dura viagem de Lauren e da sua relação com o mais prolífero serial killer da História dos Estados Unidos: Sam Little. Este predador feminicida foi o culpado de cerca de 93 mortes por todo o país, e muitas das suas vítimas continuam a não estar identificadas. A missão principal de Jillian é precisamente conseguir arrancar estas informações deste assassino maquiavélico antes que o mesmo pereça, comprometendo a sua saúde mental e a sua integridade psicológica em conversar diariamente com o mesmo.

Confronting a Serial Killer Series Finale

O MELHOR:

Embora Joe Berlinger nem sempre consiga acertar em todos os seus trabalhos, Confronting a Serial Killer volta a trazê-lo para o seu habitat natural, usando o true crime como um meio para trazer algum conforto às famílias das dezenas de vítimas que Sam Little deixou no seu rasto.

Para além disso, a estética que utiliza muda o estilo típico de utilizar recriações ficcionais, fazendo com que Lauren brilhe e tenha o tempo de antena suficiente para nos agarrar do início ao fim e dando uma sensação de realismo que, muitas vezes, é comprometido por estas recriações. Mesmo que nem todas as decisões criativas sejam as melhores nalgumas sequências, Berlinger aponta os holofotes a esta mulher que é provavelmente um dos vultos mais corajosos dos últimos anos. É palpável para o espectador a sua dor e a sua dedicação em ter de se submeter à manipulação assustadora de Sam Little, tendo que o tratar com respeito e encontrar um equilíbrio mental forte para impedir que isto a consuma por todo. Ao optar por colocar Lauren no centro da narrativa, Berlinger consegue criar um registo humano que faz com que o espectador sinta uma empatia instantânea com a mesma, para além de ser evidente que o foco aqui não é realçar um “fascínio” por este serial killer, mas sim procurar diminuí-lo ao trazer novas informações para o mundo sobre os seus crimes.

Apesar de nem tudo ser perfeito, Confronting a Serial Killer traz Berlinger em boa forma e a análise é detalhada sobre o rasto devastador de Little, com o auxílio de uma musa corajosa e que irá conquistar o mundo com o seu trabalho.

Confronting a Serial Killer Series Finale

O PIOR:

Embora seja excelente em muitos aspetos, Confronting a Serial Killer tem algumas arestas que podiam ser limadas.

A série acaba por demorar o seu tempo até encontrar um local confortável e a quantidade de detalhes por vezes apetrecha os episódios com informações repetitivas e desnecessárias, fazendo com que o nosso envolvimento se vá perdendo nalgumas cenas. Mas ao dar atenção àquilo que realmente é importante, Confronting a Serial Killer age como um tributo sentido às vítimas e às famílias das mesmas e utiliza uma palete de cores diferente de registos anteriores do cineasta.

Portanto, para quem é fã de true crime responsável, Confronting a Serial Killer é uma obra competente, sentida e que recupera a essência de Joe Berlinger dos seus tempos áureos de Paradise Lost. A série chega ao serviço da STARZ no dia 18 de Abril.

Confronting a Serial Killer Series Finale

Estado da Série: TERMINADA

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73%
Average Rating

Confronting a Serial Killer reflete sobre a devastação causada pelo mais prolífero serial killer dos Estados Unidos, mas tem o coração no sítio certo e os seus objetivos claros, utilizando Jillian Lauren como a protagonista essencial para trazer o lado humano num mundo doloroso. Ainda assim acaba por ter algumas arestas menos positivas, mas não o desvia do foco.

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