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Crítica: SAS: Red Notice (2021)

SAS: Red Notice Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE SAS: RED NOTICE!!!

No mundo do cinema, existem imensos géneros e subgéneros que conseguem captar a atenção e gosto de cada um dos membros da audiência. O género de ação sempre provou ser uma fonte de entretenimento fácil e rápidos, com os seus resultados dependendo da atenção ao detalhe providenciado pelos seus produtores. SAS: Red Notice é mais um daqueles filme em que tem alguns estilo decente, mas pouca substância para se sobressair.

Baseado no homónimo livro de Andy McNab, o filme centra-se em Tom Buckingham, um membro da Força Aérea britânica que decide tirar um fim-de-semana de sonho com a sua namorada, a Dra. Sophie Hart. Os seus planos para uma bela escapadela acabam por ser arruinados quando um grupo paramilitar, liderado por Grace Lewis, invade o comboio em que se encontraram e começa a fazer reféns.

SAS: Red Notice Crítica de Cinema

De uma forma geral, SAS: Red Notice tem algumas sequências de ação decentes, na melhor das hipóteses. Embora o filme possa ser acusado de usar e abusar da edição de imagem, tirando algum impacto que as mesmas procuram trazer, existem momentos em que as mesmas conseguem ser bastante violentas. Para os fãs deste género específico de cinema, poderão encontrar aqui uma espécie de fix momentânea até chegarem os filmes mais esperados deste género.

Infelizmente, o ponto de vista da ação não consegue resgatar o filme das suas falhas bem patentes. A narrativa do filme, a cargo de Laurence Malkinpode ser facilmente comparada com outros filmes deste género que conseguiram obter um estatuto de culto pelas massas, tais como Die Hard ou Air Force One. Infelizmente, SAS: Red Notice não demonstra aquele “toque especial” para o tornar único, tornando-o apenas em “mais um” entre tantas outras entradas semelhantes. Salvaguarda-se, minimamente, por incluir uma espécie de novelo relativamente à corrupção do governo britânico: dito isto, o filme poderia sobressair-se ainda mais se levasse essa questão um pouco mais além do que uma fonte de drama desnecessário e que diverte as atenções e energias dos eventos principais.

SAS: Red Notice Crítica de Cinema

Outra dos fatores mais “agridoces” do filme reside no seu elenco surpreendentemente recheado de estrelas britânicas e americanas. Ainda que tenha algum talento que se consiga desenrascar, a totalidade deixa a desejar. Sam Heughan pode ser o protagonista de serviço, mas não mostra o suficiente para conseguir mostrar aquele carisma já característico do ator, tirando a ideia estranha de ser um “psicopata capaz de amar”. Ironicamente, este consegue ser o ator que ainda se consegue tolerar no filme, uma vez que o resto, tirando um ou outro, consegue desiludir. Ruby Rose pode não ser a melhor atriz em termos interpretativos, mas é bastante capaz nas sequências de ação; essa mesma tendência torna a aparecer, acabando por se sobressair na ação, mas pouco mais. Já Hannah John-Kamen é uma desilusão, reduzindo-se meramente a um interesse amoroso que pouco ou nada adiciona de relevante ao filme.

Francamente, SAS: Red Notice poderia ser bem pior do que se revelou, salvando-se pela ação gráfica e algumas prestações decentes, além de algumas ideias sobre corrupção que poderiam ter sido melhor exploradas. Porque, fora isso, não deixa de ser um filme de ação praticamente genérico, difícil de distinguir entre a concorrência.

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Título: SAS: Red Notice

Realização: Magnus Martens

Elenco: Sam Heughan, Ruby Rose, Andy Serkis, Hannah John-Kamen, Tom Hopper, Noel Clarke, Owain Yeoman, Tom Wilkinson

Duração: 123 minutos

Trailer | SAS: Red Notice

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