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Crítica: Yes Day (2021)

Yes Day Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE YES DAY!

A Netflix continua a cumprir a sua promessa de lançar um filme todas as semanas que prevê atingir uma demografia vasta. Yes Day é o seu mais recente filme, onde Jennifer Garner e Edgar Ramírez são pais babados e protetores e, após um relacionamento com base em dizerem “sim” a tudo, logo descobrem que a paternidade os força inevitavelmente a dizerem “não” a muitas das coisas que os seus filhos ambicionam. Nisto, porque na escola este controlo parental ficou patente nos trabalhos de casa dos seus filhos mais velhos, Allison e Carlos decidem deixá-los comandar um dia inteiro onde são forçados a dizer “sim” a tudo.

Yes Day Critica de Cinema

Yes Day é uma comédia familiar que não tem absolutamente nada a acrescentar ao panorama cinematográfico da atualidade e disfarça uma preguiça em querer marcar pela diferença. Para além das prestações pouco credíveis, (tirando Garner que acaba por tornar-se engraçada a certa altura) Yes Day é mesmo um “No Day” redondo. A história é básica, pouco inspiradora e cai nos clichés já demasiado abundantes do género. Nada o faz destacar de demais filmes deste género, muito menos consegue ascender devido ao argumento pobre e em sequências que não ajudam a encontrar um humor confortável dentro da sua curta duração. Claro que os valores são bonitos e todos nós sabemos de antemão o que irá acontecer e aquilo que se irá retirar como aprendizagem, mas falta força, carisma e, acima de tudo, uma tentativa de mudar ou de apalpar novo terreno dentro destes mesmos clichés. Um exemplo de sucesso nesse aspeto é o recente Instant Family, que acaba por utilizar uma premissa algo delicada e constrói-se organicamente com base nas interações de personagens e da relevância da sua mensagem. Infelizmente, Yes Day afoga-se completamente nos clichés e acaba por não ter nada de propriamente memorável.

Há sempre um momento ou outro que nos faz esboçar um sorriso e o humor pateta assenta nalgumas circunstâncias mas isso não é suficiente para salvar Yes Day do seu destino pouco sorridente. Para além disso, Edgar Ramírez tem uma prestação demasiado mecânica e pouco consegue motivar o espectador a querer investir o seu tempo na sua personagem. Embora seja um registo despreocupado nalgumas circunstâncias, Yes Day é banal, sem grande espírito e é um filme de domingo à tarde facilmente esquecível. O elenco, pouco dedicado, e que acaba por sustentar a performance mais intensa da sua protagonista, é outra aresta que podia ter sido melhor limada, mas o epicentro de todo o problema reside no argumento que está preocupado em causar entretenimento básico e sem alma, e esquece-se de inovar a experiência para a tornar mais agradável.

Yes Day Critica de Cinema

Mesmo que puxe um sorriso aqui e acolá, Yes Day é um produto feito para massas que não acrescenta nada ao panorama cinematográfico e não inova a fórmula cliché das comédias familiares, nem a embeleza com algo de novo para ser minimamente aceitável. Portanto, se tiverem algo mais substancial para verem durante o fim-de-semana, apostem noutro filme porque, Yes Day, é totalmente esquecível.

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Título: Dia do Sim

Título Original: Yes Day

Realização: Miguel Arteta

Elenco: Jennifer Garner, Edgar Ramírez, Jenna Ortega, Julian Lerner, Everly Carganilla, Tracie Thoms, Fortune Feimster, Nat Faxon, Arturo Castro.

Duração: 89 min.

Trailer | Yes Day

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