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Crítica: Cosmic Sin (2021)

Cosmic Sin Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE COSMIC SIN!!!

Já tem sido provado em anos recentes que Bruce Willis, uma vez tido como um dos melhores atores da sua geração, tem feito algumas escolhas duvidosas quanto aos filmes mais recentes em que tem participado. Nem é preciso ir muito longe para ver algumas dessas escolhas, uma vez que elaborámos a crítica a Breach recentemente. Infelizmente, parece que essa tendência continuará durante os próximos anos, com este Cosmic Sin a ser outra nódoa negra para a carreira do ator.

Num futuro próximo, o ser humano irá partir para as estrelas e colonizar todos os planetas imagináveis. Quando uma raça alienígena estabelece o primeiro contacto, um grupo de soldados e mercenários prepara uma operação que visa destruir essa raça antes que uma guerra espacial tome lugar.

Cosmic Sin Crítica de Cinema

Não existe maneira possível de colocar o seguinte de uma forma simples: Cosmic Sin é mais um grande desperdício de tempo para os fãs de ficção científica. Realizado por Edward Drake e escrito por Drake Corey Large – o duo também esteve por detrás do guião de Breach – este é um filme que se encontra repleto de imensas falhas. O guião é um dos principais suspeitos dessas mesmas falhas, não só oferecendo uma história já batida em si de tanta familiaridade a roçar nos clichés já esgotados, também apresenta falas dos intervenientes que roçam na preguiça e sem qualquer tipo de conteúdo. Fica a ideia de que o filme precisava mesmo de cumprir com a sua quota-parte de F-bombsone-liners manhosos para poder prosseguir em frente. Já tivemos direito, no passado, a filmes bastante curiosos em redor do conceito do “primeiro contacto”, variando entre drama e ficção científica com toques de ação. Destes dois últimos, Cosmic Sin é o pior exemplo que se pode pensar.

Se a narrativa é pobre que chegue, o seu aspeto visual também deixa a desejar em todos os aspetos. Os efeitos visuais e especiais são decentes para um orçamento minúsculo, mas nem mesmo os seus “melhores” momentos escondem os momentos em que falham de forma tão magistral. Conceitos como o espaço cénico, a iluminação, o guarda-roupa e até mesmo a banda sonora, pensando que não, são essenciais para determinar o sucesso ou falhanço de um filme ou de uma série. Neste caso, esses mesmos campos não têm direito a um mínimo sequer de dedicação por parte da equipa de produção (um exemplo: conferir a imagem acima). Sem adiantar muitos pormenores, o campo visual e técnico parece mais como um afterthought do que um elemento importante para a composição deste filme.

Cosmic Sin Crítica de Cinema

Com as falhas presentes na realização, escrita e departamentos técnicos, poderia-se pensar que, no meio disto tudo, Cosmic Sin poderia redimir-se com o elenco que tem ao seu dispor. Infelizmente, tal não é o caso, nem de perto, nem de longe. O filme conta com Bruce Willis como protagonista ao lado de Frank Grillo – que nesta altura já se sabe que tanto participa em filmes maus e filmes surpreendentes como Boss Level. Dito isto, ambos têm participações bastante limitadas ao ponto de não colocarem as suas capacidades em uso. Em vez disso, o filme centra-se num grupo de personagens que, na falta de melhor palavra, estão mal escritos e interpretados de uma forma geral.

O nosso veredito? Fiquem longe de Cosmic Sin. Há filmes que, mesmo que se encontrem enraizados no cinema de série B, conseguem providenciar entretenimento fácil que nos faz colar ao ecrã (como uma espécie de guilty pleasures ainda mais guilty). Infelizmente, considerando o falhanço em todos os níveis, este filme nem chega ao nível invejável de it’s so bad, it’s good.

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Título: Cosmic Sin

Realização: Edward Drake

Elenco: Frank Grillo, Bruce Willis, Brandon Thomas Lee, Corey Large, C.J. Perry, Perrey Reeves, Lochlyn Munro, Costas Mandylor, Adelaide Kane

Duração: 88 minutos

Trailer | Cosmic Sin

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