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Crítica: Monster Hunter (2020)

Monster Hunter Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE MONSTER HUNTER!

Como fãs de monster movies, aqui no CineAddiction, não perdemos oportunidade de fazer as críticas destes tão raros e preciosos filmes. Temos em consideração, claro, que muitos destes filmes são guilty pleasures, mais do que a qualidade artísticas que possam trazer consigo. Monster Hunter é um destes casos, já que é mais uma adaptação de um videojogo que certamente irá enfurecer imensos fãs do mesmo, para além de ter caracterizações de personagens muito superficiais e um ritmo demasiado apressado, com erros de montagem e edição constantes. Mas há algo em Monster Hunter que nos faz não o odiar e, isto deve-se à aposta de Paul W.S. Anderson (responsável pelo franchise de Resident Evil) em cenários exóticos credíveis e a sequências de ação que, dentro de serem desmioladas, acabam por tirar proveito de alguns efeitos visuais cativantes.

Monster Hunter Critica de Cinema

A história de Monster Hunter baseia-se numa equipa militar que, durante uma tempestade invulgar, é enviada para um novo mundo repleto de criaturas monstruosas e sedentas por sangue humano. Espécies que fogem àquelas que estão presentes na Terra, e que caçam os poucos seres humanos que ainda resistem. É aqui que conhecem um invulgar caçador de monstros que ajuda a líder desta milícia a chegar ao local onde pode voltar em segurança para o seu mundo. Monster Hunter conta com Milla Jovovich no papel principal, algo que já não é novidade nos filmes de Anderson, sendo esta a sua esposa e musa cinematográfica. Apesar de Milla não ter o carisma ideal para liderar esta aventura, as suas interações com Tony Jaa acabam por ser agradáveis em certos momentos, e o worldbuilding centra-se mais na apresentação de algumas das criaturas do que se foca nas personagens em si. Por um lado, isto torna-se incomodativo, já que Monster Hunter é um exercício muito superficial em análise de personagens, mas acaba por nos revelar alguns dos maiores perigos deste novo mundo, onde as criaturas brotam de todas as formas e feitios em diferentes cenários.

Apesar dos defeitos de Monster Hunter serem notórios sem ser necessário muito esforço, há todo um trabalho de caracterização de efeitos especiais que acaba por conquistar a longo prazo, tal como o guilty pleasure Reign of Fire nos revelou duas décadas passadas. É um filme ligeiro, de entretenimento constante, despreocupado com convenções artísticas e preferindo entregar ação desmiolada para que estejamos mais investidos no seu espetáculo visual mais do que preocupados com o background dos seus intervenientes humanos. Talvez tenha sido um passo na direção certa, já que Anderson não é um cineasta hábil em transmitir estes valores com coerência e consistência. Apesar de ter sido mal recebido pela crítica e um fiasco de box office (claro que o estado de pandemia também não ajudou), Monster Hunter é um filme de ação que não deve ser levado muito a sério em termos argumentativos, mas acaba por surpreender nalgumas decisões de cenários, criando a sensação notória de termos sido, realmente, transportados para um mundo diferente do nosso.

Monster Hunter Critica de Cinema

Apesar de todas as circunstâncias que o tornam um exercício de cinema pobre e sem grande criatividade, Monster Hunter é um filme de domingo à tarde que acaba por ser prazenteiro, ainda que poderá ser extremamente revoltante para os fãs do videojogo por não explorar a sua mitologia com afinco e de procurar conquistar mais pelos visuais do que caprichar na sua veia mais histórica. Portanto, Monster Hunter fica-se pelo mediano, e um guilty pleasure que nos traz os monster movies no seu esplendor e que não está muito preocupado com ser uma obra artística, mas sim entretenimento básico e momentâneo.

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Título: Caçador de Monstros

Título Original: Monster Hunter

Realização: Paul W.S. Anderson

Elenco: Milla Jovovich, Tony Jaa, Ron Perlman, T.I., Diego Boneta, Meagan Good, Josh Helman.

Duração: 103 min.

Trailer | Monster Hunter

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