Cinema Críticas

Crítica: Willy’s Wonderland (2021)

Willy's Wonderland Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE WILLY’S WONDERLAND!!!

Nos Estados Unidos, uma das cadeias de fast food é o conhecido Chuck E Cheese, muito por oferecer entretenimento para os mais novos por vias de robôs animatrónicos. Este conceito um tanto ou quanto bizarro já deu origem a algumas histórias igualmente bizarras, inclusive a saga de videojogos Five Nights at Freddy’s e cuja adaptação cinematográfica está em vias de desenvolvimento. Mas enquanto pouco ou nada sabemos, eis que nos chega este Willy’s Wonderland. 

Aqui, Nicolas Cage é um estranho de poucas palavras cujo infortúnio automobilístico obriga-o a servir como homem das limpezas no Willy’s Wonderland, um restaurante local em completo estado de abandono, para poder pagar as reparações do carro. O que poderia ser uma noite fácil revela-se num verdadeiro inferno quando este tem de enfrentar robôs animatrónicos possuídos para poder sobreviver.

Willy's Wonderland Crítica de Cinema

Nicolas Cage tornou-se conhecido por fazer algumas escolhas duvidosas sobre os filmes que protagoniza. Alguns dos seus melhores êxitos podem ser encontrados em filmes dos anos 90 ou nos inícios do milénio, mas a maior porção da sua carreira foi pautada por filmes de qualidade duvidosa ou, na pior nas hipóteses, filmes que nos fazem pensar “no que raio estivemos a ver este tempo todo?”. Willy’s Wonderland é um desses casos.

No entanto, é também um filme bizarro com um conceito direto e sem tempo para outras coisas desinteressantes. É apenas um pretexto para vermos Cage a andar a lutar com robôs animatrónicos com uma sede de sangue. É tão simples quanto isso. Os fãs de terror mais intelectual ou de qualidade superior (e acreditem, existem bons exemplos de filmes de terror de alto calibre) poderão sair daqui com um travo amargo, mas para quem procura diversão desmiolada, terão aqui algo para deliciar. Volta e meia, o filme ainda se aventura em explorar o passado dos eventos em redor deste restaurante, mas acabam por não ser tão importantes no grande panorama do filme.

Willy's Wonderland Crítica de Cinema

Mais uma vez, Nicolas Cage torna a entregar-nos uma das suas performances mais bizarras da sua carreira até agora, com um pequeno twist: zero falas do início ao fim! Pode até ser difícil de descrever a performance quando não sabemos nada sobre o personagem (algo que se mantém mesmo até ao fim do filme), mas aqui, Cage compensa com as suas expressões faciais e comunicação corporal. É, de todos, a performance com maior impacto em todo o filme, uma vez que o resto do elenco – quer os adolescentes, quer os atores mais veteranos – não consegue sobressair-se de todo.

Apesar desta sensação de diversão simples e sem muito por pensar, Willy’s Wonderland não é imune a vários defeitos. Apesar do seu conceito bizarro, não podemos considerar como um filme onde a vertente de terror esteja em força, já que nos apresenta com alguns set pieces enfadonhos e previsíveis. E mesmo a comédia consegue fraquejar, ainda que apresente alguns momentos estranhos. A edição de imagem também deixa a desejar, com os planos de filmagem a serem demasiado frenéticos, não conseguindo, assim, capturar a ideia de terror que tanto tenta partilhar.

Willy's Wonderland Crítica de Cinema

Em suma, Willy’s Wonderland é um filme simples, de baixo orçamento, ideal para aqueles que procuram uma fonte rápida de entretenimento fácil. Só não esperem daqui uma das maiores maravilhas cinematográficas do ano; aliás, nem era essa a intenção.

Podem ler outras Críticas aqui.

Titulo: Willy’s Wonderland

Realização: Kevin Lewis

Elenco: Nicolas Cage, Emily Tosta, Beth Grant, Ric Reitz, Chris Warner

Duração: 88 minutos

Trailer | Willy’s Wonderland

Comments