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Crítica: Breaking Surface (2020)

Breaking Surface Crítica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE BREAKING SURFACE!

Aqui já vai um aviso para aquelas pessoas que tem medo do oceano ou até mesmo do fundo do mar, não vejam Breaking Surface. O filme é tenso do início ao fim e faz com que simplesmente se fique aterrado no sofá, na cama, seja de onde estiver assistindo. O desenrolar da história de Breaking Surface faz-se sentir presente logo na primeira cena, quando as duas irmãs, Ida, a mais velha, e Tuva estão a nadar juntas e, de repente, a mais nova afoga-se e quase que morre, só que a mãe consegue salvá-la a tempo. Toda esta situação faz com que Ida carregue uma culpa e a sua relação com a mãe fica estremecida. Anos se passam, vemos Ida casada, com dois filhos e morando na Suécia, enquanto Tuva e a mãe permaneceram na Noruega. A irmã mais velha resolve visitar as duas para uma excursão de mergulho e, é a partir daí, que o nervosismo, a apreensão e a preocupação tomam conta de Breaking Surface.

A todo momento Breaking Surface coloca-nos em situações de tensão e esse é o fio condutor do filme. Antes mesmo da chegada de Ida à Noruega, Tuva está a fazer reparações num dos propulsores do navio e a hélice começa a girar e quase a reduz a picadinho. Esse era apenas o cartão de visita do que se pode esperar mais adiante em Breaking Surface. Por outro lado, a viagem de Ida é uma tentativa de se reaproximar da mãe, e ao mesmo tempo o fugir dos problemas no casamento na Suécia. É claro que nenhuma das duas coisas dá certo, já que a própria mãe resolve conversar sobre o relacionamento e critica a filha por continuar com o marido.

Mas vamos ao que interessa em Breaking Surface… A excursão de mergulho que seria feita pelas três, no final, só as duas irmãs é que vão porque a mãe fica doente. Um certo alívio para Ida, que agora pode passar um tempo com Tuva. O que parecia ser um passeio tranquilo pelas águas congelantes da Noruega, vira um drama sem fim. O que elas não esperavam era que um pedregulho caísse da encosta em cima de Tuva e consequentemente a prendesse no fundo do mar. A partir desse momento, vemos a luta de Ida para conseguir soltar a sua irmã mais nova e não deixar que ela se afogue. Deste instante até o final do filme, temos uma sequência de cenas de muita apreensão, muitas coisas correm mal para Ida, óbvio, mas percebemos que a irmã mais velha é testada física, emocional e psicologicamente. Breaking Surface nesse ponto acerta em cheio e é de arrepiar ver Ida batalhando pela sobrevivência de Tuva.

Breaking Surface é aquele típico filme de ação e drama em que sabemos antecipadamente o desfecho, mas que vale a pena assistir pela atuação das protagonistas, que transpõem muito bem este clima de desespero numa situação que, a cada momento do filme, parece não ter solução. Vale destacar também a banda sonora que cria essa atmosfera tensa no fundo do mar. Sem falar nas cores mais frias que são utilizadas em Breaking Surface arrematando mais ainda as temperaturas congelantes da Noruega.

Pode não ser um filme que seja digno de premiações, mas Breaking Surface entrega o que foi prometido e um pouco mais. Muita aflição, muito frio, muita emoção e duas irmãs badasses que mesmo expostas a circunstâncias extremas, não se dão por vencidas.

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Título: Breaking Surface

Título Original: Breaking Surface

Realização: Joachim Hedén

Elenco: Moa GammelMadeleine MartinTrine Wiggen 

Duração: 82 min

Trailer | Breaking Surface

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