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Crítica: Palmer (2021)

Palmer Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE PALMER!

Justin Timberlake é uma figura que marcou o mundo da música. Tanto que começa a aventurar-se cada vez mais no meio do cinema e Palmer é a sua rampa de lançamento para tal. Não é uma preciosidade, já que este tipo de história é totalmente abundante no panorama cinematográfico, mas tem uma voz própria e que derrete os corações de todos os que o veem. Eddie Palmer está praticamente a sair da prisão e vai para casa da avó que o criou, Vivian. Assim que chega, Eddie conhece Sam, um menino especial que vive com a sua mãe toxicodependente na roulotte que está estacionada ao lado da casa de Vivian. Com a mãe ausente durante imenso tempo, Sam acaba por fazer a sua vida neste lar onde é acolhido e onde lhe é dada a atenção que merece e precisa. Da mesma forma, Eddie começa a nutrir laços muito fortes com este rapaz e isso fá-lo tornar-se mais humilde e mais preparado para as dificuldades que a vida lhe impinge.

Palmer Critica de Cinema

Palmer é um conto bonito que se centra inteiramente nas prestações fabulosas de Timberlake e do pequeno Ryder Allen. Há toda uma mensagem importante embebida no seu enredo e nos diálogos que nos vão cativando sucessivamente, ainda que as personagens secundárias pudessem (e tinham obrigatoriamente que ter) um desenvolvimento melhor. Apesar de ser um tearjerker com o coração no sítio certo, infelizmente Palmer chega numa altura em que o género está altamente saturado e faz aquilo que pode para se tentar abstrair dos clichés mais habituais. É uma história bonita e a química entre os dois protagonistas é notória, para além de Timberlake se estar a esforçar para sair da imagem já banal que o público criou dele. Mas infelizmente isto não é suficiente. A realização de Fisher Stevens é extremamente vulgar, para além de um argumento formulaico que não tem nada propriamente que o distinga dos demais. Somos influenciados pelas suas intenções genuínas, mas não dá para esquecer que esta história é igual a muitas outras.

Mesmo não sendo nada de extraordinário, Palmer acaba por ganhar vida mais no pequeno Allen que noutra personagem qualquer e é a sua doçura e à vontade perante a câmara que nos deixa absolutamente imersos nos momentos mais intensos do filme. É uma rampa de lançamento fantástica que pode ajudar Hollywood a abraçar o ser humano em toda a sua plenitude e romper com preconceitos sociais que infelizmente continuam a existir. Esta coragem e este conto bonito de redenção, de um novo rumo, de uma maneira de encontrarmos conforto para nós mesmos onde menos esperamos. A relação entre Eddie e Sam é o epicentro que eleva Palmer a um patamar mais razoável, mas por vezes soa um pouco a um golpe de Timberlake de querer ascender como estrela de cinema de forma forçada. Não costumo ligar particularmente a estas questões, mas em Palmer é demasiado óbvio. Ainda assim, não deixa de ser um filme com mérito próprio e um que irá proporcionar-vos um entretenimento bastante agradável durante o fim-de-semana.

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Título: Palmer

Título Original: Palmer

Realização: Fisher Stevens

Elenco: Justin Timberlake, Juno Temple, June Squibb, Dean Winters, Alisha Wainwright, Wynn Everett, Ryder Allen, J.D. Evermore, Jake Brennan.

Duração: 110 min.

Trailer | Palmer

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