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Crítica: Penguin Bloom (2020)

Penguin Bloom Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE PENGUIN BLOOM!

Como já não é surpresa para muitos de vós, leitores assíduos, sou um animal lover incansável e abraço qualquer filme que aborde uma temática relacionada com os nossos amigos que partilham as nossas casa e o nosso planeta connosco. Penguin Bloom era um filme que tinha alguma expectativa, ainda que soubesse que nunca iria ser uma obra-prima. Sam Bloom tem um acidente grave enquanto viaja na Tailândia com a sua família, ficando presa a uma cadeira-de-rodas. O seu temperamento começa a tornar-se depressivo e azedo, mesmo com as tentativas da sua família em tentar ajudá-la e a levitar a sua astral. Eis que é ao resgatar uma pega selvagem ferida, que Sam começa a desenvolver novamente o gosto por viver ao cuidar desta ave que se torna rapidamente um membro imprescindível da família.

Penguin Bloom Critica de Cinema
Penguin Bloom (2021): Naomi Watts as Sam Bloom, Andrew Lincoln as Cameron Bloom, Griffin Murray-Johnston as Noah Bloom, Felix Cameron as Rueben Bloom, & Abe Clifford-Barr as Oli Bloom. Cr. Joel Pratley / Netflix

Há paralelismos muito adoráveis em Penguin Bloom, o nome da pega que fica parte desta família devido ao seu padrão preto e branco que, por conseguinte, se assemelha a um pinguim. Paralelismos esses que infelizmente já não são propriamente novidade, mas que assentam sempre bem neste registo. Sam e Penguin completam-se porque ambas se sentiam perdidas e, juntas, encontram conforto uma na outra. É também um conto que eleva o espírito e nos deixa com um sorriso nos lábios. Mas infelizmente Penguin Bloom é uma história já bastante comum e sem grandes atributos que o distancie dos demais. Realizado por Glendyn Ivin e tirando proveito de uma direção de fotografia muito competente, Penguin Bloom tem algumas sequências de imagem extremamente belas e de tons quentes que nos aquecem o coração e nos permitem passar um bom serão.

No entanto, não há muita garra ou força na escrita da história. É tudo muito banal e já conhecido, algo que nem os seus atores, em especial Naomi Watts, conseguem contornar. O filme é adorável mas, como este, já conhecemos muitos, mesmo que a estrela não seja uma ave comum em todo o globo. Não é também um filme que fique propriamente na memória, porque não tem nada que nos deixe propriamente derretidos. É um exercício leve que não é totalmente mau, mas também não é fascinante. É entretenimento prazenteiro de domingo à tarde e que cumpre o seu dever, mas não surpreende. Ao lado de Watts temos Andrew Lincoln, de The Walking Dead, Jacki Weaver, que vimos recentemente em Stage Mother, e os três adoráveis meninos que compõem o restante núcleo familiar Bloom que, embora estejam todos a cumprir as suas funções, não têm camadas significativas e que causem um impacto maior no desenvolvimento da história.

Penguin Bloom Critica de Cinema

A verdade é que Penguin Bloom vive única e exclusivamente da relação entre Watts e o animal, e todo o resto é colocado “nas bancadas” sem interferirem ou acrescentarem algo de diferente a uma história demasiado presa às convenções do seu género. Ainda assim, para quem precisa de desligar um pouco o cérebro e voltar a acreditar na ligação entre o humano e o animal, Penguin Bloom pode ser aquilo por que ansiavam.

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Título: Penguin Bloom

Título Original: Penguin Bloom

Realização: Glendyn Ivin

Elenco: Naomi Watts, Andrew Lincoln, Griffin Murray-Johnston, Felix Cameron, Abe Clifford-Barr, Jacki Weaver, Gia Carides, Rachel House.

Duração: 95 min.

Trailer | Penguin Bloom

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