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Crítica: Batman: Soul of the Dragon (2021)

Batman: Soul of the Dragon Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE BATMAN: SOUL OF THE DRAGON!!!

Durante os anos 70, o mundo do cinema teve claramente um florescer com diversos estilos. Também foi uma altura em que Bruce Lee, um dos artistas de artes marciais mais marcantes, deu o seu nome a conhecer. Claro que, hoje em dia, os seus filmes podem não ser nada de especial, mas na época (e mesmo hoje em dia), conseguiram ser bastante divertidos. E é esse mesmo vibe que este Batman: Soul of the Dragon tenta captar.

Decorrendo em plenos anos 70, o filme vê o regresso de um misterioso artefacto, o que leva Bruce Wayne a travar uma aliança com os seus ex-companheiros de treino, Richard Dragon, Lady Shiva e Ben Turner.

Batman: Soul of the Dragon Crítica de Cinema

Portanto, um filme de Batman decorrido durante os anos 70 tinha tudo para ser um verdadeiro fracasso. No entanto, Soul of the Dragon é um daqueles casos em que serve de homenagem a um estilo de filme que já não é visto atualmente. Claro que tem as suas falhas inerentes do género, mas acabam por romper com a fórmula já habitual dentro das história do Cavaleiro das Trevas.

De facto, o filme abraça os anos 70 de cabeça. E essas influências tornam-se palpáveis na sua apresentação. O aspeto gráfico relembra imenso Batman: The Animated Series (considerando que conta com Bruce Timm como produtor executivo), mas também conta, por exemplo, no design das personagens ou na escolha do guarda-roupa demonstrado. Mas grande parte desse vibe pode ser relegado para os esforços de Joachim Horsleyimbuindo a banda sonora com tons já familiares dentro dos filmes de artes marciais e o funk dos anos 70.

Batman: Soul of the Dragon Crítica de Cinema

Apesar dessa captura da essência dos filmes de artes marciais dos anos 70, não esperem de Batman: Soul of the Dragon como uma obra infalível. A sua narrativa principal, para o bem ou para o mal, é um pouco como o esperado dos filmes da época. Tem os seus momentos, mas não deixa de se sentir um pouco familiar, com alguns vilões claramente cartoonescos para serem levados a sério. Valendo o que vale, esta narrativa fraca é pontuada com algumas sequências de flashbacks que, embora não sejam tão maus quando possam imaginar, poderiam fomentar material suficiente para dar origem a um filme verdadeiramente diferente.

Torna-se irónico que, tendo Batman no título, este personagem não tenha tanto destaque quanto os seus colegas de equipa. E o filme tem aqui um elenco surpreendentemente sólido. David Giuntoli é competente no papel de Bruce Wayne, ainda que um tanto ou quanto ofuscado; em contrapartida, Mark Dacascos consegue sair-se melhor no papel de Richard Dragon, uma espécie de analogia de Bruce Lee no princípio ao fim. O filme também serve de “redênção” para Kelly HuMichael Jai White que, depois de performances fracas na Arrowverse (mais especificamente em Arrow), conseguem cumprir com os seus deveres como Lady Shiva e Ben Turner, respetivamente (sim, sim, é irónico que White saia-se melhor aqui como Bronze Tiger do que a sua presença em Arrow).

Batman: Soul of the Dragon Crítica de Cinema

Isto tudo para dizer que Batman: Soul of the Dragon poderá não corresponder às expectativas que possam ter; ainda assim, não deixa de ser um tanto ou quanto divertido do princípio ao fim. E se essa era a sua intenção, então pode-se dizer que a sua missão foi cumprida à letra.

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Título: Batman: A Alma do Dragão

Título Original: Batman: Soul of the Dragon

Realização: Sam Liu

Elenco: David Giuntoli, Mark Dacascos, Kelly Hu, Michael Jai White, James Hong, Jamie Chung, Chris Cox, Robin Atkin Downes, Grey Griffin, Josh Keaton

Duração: 82 minutos

Trailer | Batman: Soul of the Dragon

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