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Crítica: The Burnt Orange Heresy (2019)

The Burnt Orange Heresy Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE THE BURNT ORANGE HERESY!

Contratado para roubar uma famosa obra de arte de um dos mais enigmáticos pintores da História, um ambicioso dealer artístico ambicioso começa a ficar consumido pela sua ganância e as suas inseguranças comprometem a sua missão. The Burnt Orange Heresy é uma obra realizada por Giuseppe Capotondi e tem um elenco de luxo, liderado por Claes Bang, onde Elizabeth Debicki, Donald Sutherland e a lenda Mick Jagger nos agraciam com as suas presenças. É um conto contemporâneo que pode conquistar alguns fãs de arte, mas é um exercício que, tal como o seu protagonista, se afoga nas suas próprias ambições.

The Burnt Orange Heresy Critica de Cinema

Os atores são absolutamente magistrais, com registos simples e apelativos e alguns dos seus diálogos são extremamente cativantes, ao passo que a direção de fotografia tem alguns momentos encantadores que tornam The Burnt Orange Heresy num filme ligeiramente melhor do que aquilo que, realmente, é. A verdade é que a narrativa começa a tentar ser um pouco mais ambiciosa e coloca o protagonista em momentos introspetivos pouco convincentes de um dilema intelectual e psicológico de como se pode desenvencilhar da situação em que se encontra. Apesar de Bang ser um protagonista carismático e os restantes atores estarem extremamente bem nos seus papéis, as suas personagens acabam por não suscitar grande curiosidade porque o argumento não está preocupado em desmistificá-las, mas sim torná-las mais adornais que funcionais.

Mesmo o clímax final de The Burnt Orange Heresy não acaba por surpreender e esta recorrente mistura de thriller e suspense não funciona para nos deixa mais cativados. A realização de Capotondi consegue tirar o melhor dos seus atores, mas não consegue dar algo de muito artístico à sua temática. Este é mesmo o maior calcanhar de Aquiles do filme, já que procura encontrar uma visão artística e imprevisível a algo que é já tão comum no cinema. Como mencionei anteriormente, há algumas saídas interessantes dos diálogos, mas não conseguem salvar o restante argumento que é pobre em desenvolver as personagens e pouco criativo em apostar em algo mais credível e convincente. A química entre Bang e Debicki é notória, ao passo que Jagger (mesmo que por pouco tempo de antena) conquista surpreendentemente e Sutherland mantém a sua qualidade performativa. Tudo isto trabalho de quem realmente quer entregar-se aos seus papéis, mas que os veem reduzido a algo muito vulgar e pouco inovativo.

The Burnt Orange Heresy Critica de Cinema

Portanto, The Burnt Orange Heresy é um filme que tinha obrigatoriamente de ser um pouco mais exigente com a sua história e um que podia ter marcado pela diferença, já que tem algumas características interessantes mas não as soube aproveitar. Embora os atores consigam elevá-lo um pouco mais acima do mau, não deixa de ter uma execução pobre e um argumento muito pouco convidativo e criativo.

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Título: The Burnt Orange Heresy

Título Original: The Burnt Orange Heresy

Realização: Giuseppe Capotondi

Elenco: Claes Bang, Elizabeth Debicki, Mick Jagger, Donald Sutherland, Rosalind Halstead.

Duração: 99 min.

Trailer | The Burnt Orange Heresy

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