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Crítica: We Can Be Heroes (2020)

We Can Be Heroes Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE WE CAN BE HEROES!!!

Robert Rodriguez não é nenhum estranho no que toca às suas aventuranças na realização. Estamos a falar de um homem que já nos trouxe obras como El Mariachi, From Dusk Till Dawn, Sin City ou Alita: Battle Angel (além de ter realizado um dos episódios mais surpreendentes da temporada mais recente de The Mandalorian). No entanto, Rodriguez também nos trouxe obra mais direcionadas para crianças, tais como Spy Kids, The Adventures of Sharkboy and Lavagirl ou Shorts, no sentido de criar histórias infantis direcionadas para crianças, mas sem qualquer tipo de carisma que os tornem em clássicos instantâneos. E este We Can Be Heroes, disponibilizado via Netflix no dia de Natal, é um desses casos!

Tomando lugar no mesmo universo de Sharkboy and Lavagirl, We Can Be Heroes centra-se nos filhos de vários heróis que se vêm obrigados a trabalhar em conjunto quando os seus pais são raptados por alienígenas.

De uma forma bastante simples, We Can Be Heroes é mais uma entrada desastrosa de Robert Rodriguez na área infantil. Não se pode negar que o realizador gosta desta área em particular, muito por amor aos seus filhos, que o ajudam em algumas contribuições aqui e acolá. Infelizmente, existem outros filmes orientados para uma camada mais juvenil que conseguem ter mais pés e cabeça que este filme.

Rodriguez, claro está, é o realizador do filme, além de balançar as responsabilidades de guionista, produtor, editor e cinematógrafo. Por isso, custa pensar que, neste caso, o realizador podia ter pedido uma ajuda extra, uma vez que o filme apresenta-se num ritmo demasiado frenético e com uma edição de imagem pobre. Também não ajuda que o guião é do mais banal possível, com ideias que filmes superiores já tinham explorado com relativo sucesso. Já para não falar de o twist final tornar esta aventura completamente irrelevante.

O aspeto visual do filme também deixa imenso a desejar, com o design das criaturas e dos espaços a parecerem demasiado básicos e sem inspiração, e quanto menos se falar da animação amadora, melhor ainda; é um daqueles casos que dói só de ver no ecrã!

Esta preguiça também se extende ao elenco. Inclui alguns nomes conhecidos da Sétima Arte, tais como Pedro Pascal, Christian Slater, Boyd Holbrook ou Priyanka Chopra Jonas em papéis tão básicos que dificilmente irão manchar a reputação dos mesmos. O elenco juvenil tende a mostrar melhores desenvolvimentos, ainda que as suas performances também fiquem ao nível das dos adultos. Poderia apontar ao dedo de serem apenas crianças e adolescentes, mas também há atores e atrizes dentro desta faixa etária que conseguem fazer melhor.

Se tiverem crianças no vosso seio familiar, We Can Be Heroes pode conceder uma leve distração, visto ser um produto leve e colorido. No entanto, não contem aqui com um filme que dê para pensar. Ajuda a fazer passar o tempo, mas a experiência é uma das piores do ano.

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Título: Vamos Ser Heróis

Título Original: We Can Be Heroes

Realização: Robert Rodriguez

Elenco: YaYa Gosselin, Lyon Daniels, Andy Walken, Hala Finley, Dylan Henry LauLotus Blossom, Andrew Diaz, Isaiah Russell-Bailey, Akira Akbar, Nathan Blair, Vivien Lyra Blair, Priyanka Chopra Jonas, Pedro Pascal, Adriana Barraza, Boyd Holbrook, Christian Slater, Jeffrey J. Dashnaw, Taylor Dooley, Sung Kang, Haley Reinhart, Christopher McDonald

Duração: 100 minutos

Trailer | We Can Be Heroes

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