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Crítica: Breach (2020)

Breach Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE BREACH!!!

Houve uma altura em que o nome de Bruce Willis estava associado a filmes de jeito. Podiam variar entre bons e mundanos, mas era sempre uma boa justificação para ver o que o ator iria trazer. No entanto, este tem-se concentrado mais filmes diretos para o consumidor cuja qualidade fica aquém do desejado. E infelizmente para os fãs do ator, este Breach mantém essa tendência.

Num futuro próximo, uma praga ameaça a raça humana, com uns poucos felizardos a bordo de naves em busca de uma nova colónia e recomeçar do zero. É essa a intenção de Noah, um jovem clandestino que se faz passar por um homem das limpezas para acompanhar a namorada grávida. Infelizmente, a nave em que se encontram é alvo de uma invasão alienígena.

O filme inteiro é um verdadeiro desperdício. Sei que são palavras que uso naqueles filmes que ficam bastante aquém do desejado, mas Breach leva esse desprazer a todos os níveis imagináveis.

A narrativa do filme não bastava ser do mais banal e preguiçoso possível, mas também teve a coragem de buscar inspiração em filmes claramente superiores. É impossível não olhar para este filme e pensar noutros como Alien oh The Thing. É revoltante pensar que o guião teve direito a dois colaboradores que não tinham ideias semi-originais para apresentar neste produto.

Outro elemento que coloca Breach numa posição negativa reside na apresentação ideias ou conceitos e não ir avante com eles. Apresenta uma temática sobre as tendências auto-destrutivas do ser humano; infelizmente, e embora tenha uma certa relevância cultural, fica de parte logo de imediato quando o dito alienígena começa a causar estragos na nave e na tripulação, transformando-se num filme de pseudo-terror com toques de ação.

Aliás, é no próprio terror que o filme também apresenta as suas falhas, uma vez que não estabelece riscos graves ou momentos de grande tensão palpável. Nem mesmo o seu nível de cheesiness consegue salvar esse aspeto do filme. O próprio design do espaço cénico é preguiçoso e das criaturas também.

Nem mesmo as interpretações presentes aqui conseguem salvar Breach. Tal como já se torna habitual, Willis não demonstra o seu carisma natural, atirando-nos uma performance aborrecida que nem os one-liners conseguem compensar. Conta também com um Thomas Jane desperdiçado, não só pelo seu tempo de antena severamente limitado, mas também pela forma que arranca uma performance bastante forçada. De resto, todo o elenco oferece interpretações familiares e sem grande dose de desenvolvimento.

Existem filmes no mercado que, embora façam parte dos chamados “filmes de série B”, conseguem entreter, ainda que seja um sentimento do momento. Infelizmente, nem isso Breach consegue concretizar.

Podem ler outras Críticas aqui.

Título: Breach

Realização: John Suits

Elenco: Cody Kearsley, Bruce Willis, Rachel Nichols, Kassandra Clementi, Timothy V. Murphy, Thomas Jane

Duração: 92 minutos

Trailer | Breach

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