Cinema Críticas

Crítica: Tomorrow Never Dies (1997)

Tomorrow Never Dies Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE TOMORROW NEVER DIES!

Estamos de volta à nossa maratona de James Bond, onde 007 tem a missão de destronar um magnata que manipula os média e tem o objetivo de criar uma guerra entre o Reino Unido e a China. E James enfrenta um novo problema: a esposa do vilão é uma antiga paixão sua, o que complica e compromete a conduta do espião para resolver esta missão. Tomorrow Never Dies é uma entrada divertida no franchise de James Bond e um que recupera alguns elementos interessantes dos filmes clássicos e, ao mesmo tempo, continua a manter algumas características menos apelativas.

Tomorrow Never Dies Critica de Cinema

A realização de Roger Spottiswoode é empolgante na maioria das vezes, ainda que Tomorrow Never Dies use e abuse de uma tecnologia pouco plausível e faça com que Bond só tenha sucesso graças a ela. É quase como que o mesmo se se tratasse duma marioneta que só está lá para deixar a máquina fazer todo o resto. Embora as prestações sejam carismáticas e Pierce Brosnan esteja no auge do seu charme, Tomorrow Never Dies acaba por não conseguir enaltecer a veia mais importante da narrativa: o seu progresso. Esta insistência em criar enredos muito elaborados em torno de um tipo de terrorismo demasiado ficcional acaba por comprometer a temática do mesmo.

As personagens secundárias, no entanto, acabam por ter um carisma próprio e especialmente Michelle Yeoh brilha como nova adição. O vilão de Jonathan Pryce é extremamente interessante, mas não é um que consiga equiparar-se com outros anteriores, ainda que essa seja a sua maior ambição. Embora conjugue alguns elementos da melhor forma, este é um filme que fica muito “na sombra da bananeira” e acaba por não trazer nada de significativamente diferente para a saga. A banda-sonora continua a ser um dos seus maiores trunfos, utilizando um tema fantástico de Sheryl Crow e criando sequências vibrantes ao longo da duração.

Tomorrow Never Dies Critica de Cinema

Há também um pouco de exagero na quantidade de explosões que pintam o ecrã de uma destruição maciça que, por um lado refastelam os olhos, mas por outro tornam-se demasiado plásticas e previsíveis. Mesmo não primando por um argumento elaborado, Tomorrow Never Dies também utiliza aquele humor precioso e tão contagiante que sempre caracterizou a personagem principal, ainda que nem sempre consiga ascender a algo mais cómico. Ainda assim, o maior calcanhar de Aquiles deste filme em particular é precisamente o abuso da tecnologia que está à disponibilidade de James Bond que acaba por criar um envolvimento mais pobre para com a personagem principal, tornando-o mais ornamental que funcional.

Ainda assim, é uma aventura divertidíssima e empolgante, com sequências de ação vertiginosas e com um elenco novo que se revela uma boa adição a uma saga que nem sempre conseguiu trazer uma contextualização forte para as mesmas. Mas James Bond precisa de amadurecer um pouco mais e de tentar fugir um pouco daquela fórmula cansativa de Hollywood e marcar pela diferença. Ainda que seja um passo na direção certa, Tomorrow Never Dies ainda precisava de um pouco mais de maturidade argumentativa. Mesmo assim, é daquelas entradas que vale a pena rever e que proporciona um entretenimento fácil e que fornece aqueles elementos que tornam os filmes de James Bond tão icónicos.

Tomorrow Never Dies Critica de Cinema

Leiam outras Críticas aqui.

Título: 007 – O Amanhã Nunca Morre

Título Original: Tomorrow Never Dies

Realização: Roger Spottiswoode

Elenco: Pierce Brosnan, Jonathan Pryce, Michelle Yeoh, Teri Hatcher, Ricky Jay, Götz Otto, Joe Don Baker, Vincent Schiavelli, Judi Dench, Desmond Llewelyn, Samantha Bond, Colin Salmon, Geoffrey Palmer, Julian Fellowes.

Duração: 119 min.

Trailer | Tomorrow Never Dies

Comments