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Crítica: The Living Daylights (1987)

The Living Daylights Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE THE LIVING DAYLIGHTS!

Agora que nos despedimos de Sir Roger Moore, é a vez de Timothy Dalton subir ao trono do espião mais famoso do cinema. Os resultados não variam muito, já que a temática está constantemente a reciclar-se, ainda que hajam elementos novos interessantes. James Bond está encarregue de investigar uma política estranha do KGB onde todos os agentes secretos do mundo correm risco de serem assassinados; mas 007 desvenda um negócio de troca de armas que pode trazer consequências mundiais devastadoras.

The Living Daylights Critica de Cinema

Timothy Dalton é um James Bond muito competente, e traz um ar mais sério à personagem em questão. The Living Daylights pode não trazer consigo muita frescura, já que a narrativa adquire todos os tons que já conhecemos e todos os clichés que se tornam já cansativos a longo prazo. A fórmula está lá, sim, mas o envolvimento do espectador começa a ser comprometido quando não existem muitas personagens novas ricas e que nos cativem tanto quanto outros capítulos anteriores. Apesar de ter, no seu geral, um elenco talentoso, The Living Daylights acaba por não se destacar dos demais filmes por não tomar riscos inovadores para apimentar ainda mais a sua fórmula. John Glen volta à cadeira de realização e, embora o seu ritmo de ação continue a conquistar, volta a não conseguir refrescar a temática nem de a adornar com elementos mais originais.

O tradicionalismo de James Bond é algo muito próprio do cinema, mas tradicionalismo não significa estagnar. Há sempre a oportunidade de inovar conceitos e trazer elementos que progridam na temática do espião. O facto de The Living Daylights não apostar num Bond mulherengo é algo de positivo, já que isso era uma prioridade em melhorar. Não é necessário remover as mulheres da vida dele, claro que não, mas é necessário atribuir-lhes camadas mais significativas e dar-lhes um relevo mais substancial na história para não sejam cometidos os mesmos erros. Apesar de The Living Daylights melhorar nalguns aspetos, continua infelizmente a apostar nas mulheres como algo utilitário mais do que funcional. Mas nem tudo é mau, já que temos um John Rhys-Davies bastante convidativo no filme, num papel singelo mas gratificante para todos os fãs da saga de The Lord of the Rings.

The Living Daylights Critica de Cinema

A banda-sonora de John Barry continua a ser excelente e apropriar-se aos momentos e, infelizmente, será o seu último contributo para a saga de James Bond. Ainda que não seja fã dos créditos iniciais, nem da música, nem do grafismo, The Living Daylights permanece com a fórmula característica de Bond, onde Dalton surpreende, ainda que todo o resto fique aquém da expectativa devido à mudança que era necessária para dar uma entrada triunfante de um novo 007.

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Título: 007 – Risco Imediato

Título Original: The Living Daylights

Realização: John Glen

Elenco: Timothy Dalton, Maryam d’Abo, Jeroen Krabbé, Joe Don Baker, John Rhys-Davies, Art Malik, Desmond Llewelyn, Robert Brown, Geoffrey Keen.

Duração: 130 min.

Trailer | The Living Daylights

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