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Crítica: Baby Mama (2008)

Baby Mama Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE BABY MAMA!

Agora que tudo acalmou ligeiramente, precisava de um filme que me desanuviasse um pouco o espírito e Baby Mama foi uma das escolhas das muitas do catálogo da Netflix. Como sou um fã das estrelas de Parks and Recreation e 30 Rock, Amy Poehler e Tina Fey respetivamente, decidi dar-lhe uma oportunidade. Baby Mama foca-se em Kate Holbrook, a vice-presidente de uma empresa de alimentação saudável que, aos 37 anos, tem apenas um sonho: ter um bebé. Depois de muitas ofertas de como ter uma criança sem ter de envolver o método de reprodução normal, Kate assenta na possibilidade de uma mãe-de-aluguer. É aqui que conhece Angie, a pessoa responsável por lhe receber os seus óvulos fertilizados. Mas Angie é volátil e de comportamentos acriançados, e quando termina o relacionamento com o seu tóxico namorado, vai viver com Kate, e apesar de se terem entendido inicialmente, começam a descobrir os maiores defeitos uma da outra.

Baby Mama Critica de Cinema

Baby Mama é um filme divertido, sem sombra de dúvida, com personagens engraçadas e construídas de forma simples e sempre com um grau de comédia que não fere a génese dramática que Michael McCullers, o realizador, pretende entregar. No entanto, não é um filme que consiga sair da mediocridade, já que a história enrola-se demasiado e tenta a certo ponto empurrar uma premissa que não está muito bem construída desde o início. Aliás, Baby Mama ganha imenso precisamente pela química entre as suas duas protagonistas, que absorvem as características que as tornam apetecíveis ao público e que compreendem a origem do seu sucesso. Poehler acaba por ter a personagem mais carismática, enquanto que Fey permanece no mesmo registo. Com um elenco secundário talentoso, com destaque especial para Steve Martin e Sigourney Weaver em pequenos papéis muito carismáticos, Baby Mama entrega muito pouco para o que deveria.

Apesar de ser aquele entretenimento básico, Baby Mama torna-se muito caricatural a certo ponto e perde força à medida que avança, empanturrando-se com linhas menos interessantes e dando destaque a personagens que não são tão credíveis quanto isso, especialmente o namorado de Angie, Carl, interpretado por Dax Shepard. Ainda que seja inofensivo, Baby Mama precisava de atribuir algumas camadas dramáticas mais vivas e de não “brincar” por vezes com o seu conceito mais bonito e dramaticamente pertinente. Ainda assim, consegue entreter e conquistar nalguns pontos, mesmo que não sejam aprofundados com a seriedade que necessitava.

Baby Mama Critica de Cinema

 

É aquele filme de domingo que assenta bem para um bom serão, de gargalhadas comedidas e personagens divertidas, mas que podia ter ido um pouco mais além e explorar a complexidade dramática das opções tomadas pelas mesmas. É engraçado que, quando tenta parecer dramático, Baby Mama falha redondamente em consegui-lo e isso deve-se à má gestão de atores por parte do realizador, que as caracteriza como seres humanos cuja vida se centra em fazer piadas de temáticas que, de piada, nada têm. Ainda que resulte volta e meia, Baby Mama devia ter optado por ser credível nos momentos mais importantes e não o consegue fazer com qualidade.

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Título: Vai Chamar de Mãe a Outra!

Título Original: Baby Mama

Realização: Michael McCullers

Elenco: Amy Poehler, Tina Fey, Greg Kinnear, Dax Shepard, Romany Malco, Sigourney Weaver, Steve Martin, Maura Tierney, Stephen Mailer, Holland Taylor, James Rebhorn, Denis O’Hare, Will Forte, Fred Armisen.

Duração: 99 min.

Trailer | Baby Mama

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