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Alice in Borderland – Season Finale – 1ª Temporada

Alice in Borderland season finale

PODE CONTER SPOILERS DE ALICE IN BORDERLAND!!!

Com tantos projetos originais (e de terceiros) a chegar de forma quase regular durante as semanas, é normal que haja alguns deles consigam passar despercebidos pela audiência em geral. Isto torna-se mais evidente com o catálogo da Netflix, com a audiência a tecer maiores expectativas em redor de projetos bombásticos e ignorando outros com um enorme potencial. Este é um desses casos no que refere a Alice in Borderland, a nova série japonesa da gigante do streaming.

Baseado no graphic novel japonês com o mesmo nome, Alice in Borderland centra-se em Ryohei “Alice” Arisu (Kento Yamazaki), um adolescente que passa a vida fechado em casa em redor dos videojogos. Num dia fatídico, Arisu e os seus amigos, Korube (Keita Machida) e Chota (Yûki Morinaga) encontram um Tóquio deserto. Para piorar a situação, o trio é obrigado a enveredar uma sequência de jogos mortíferos, de forma a poderem conseguir sobreviver.

O MELHOR:

Alice in Borderland pode muito bem vir a ser um dos sucessos-surpresa do findar deste ano!

A maior parte das adaptações live-action de mangás ou animes tem o desafio hercúleo de fazer corresponder às expectativas dos fãs. É por isso que adaptações de propriedades populares como Fullmetal Alchemist, Bleach ou Death Note falharam redondamente.

Por isso, pode-se dizer que o “semi-anonimato” de Alice in Borderland é uma das suas vantagens, uma vez que apresenta um conceito que, apesar de não ser completamente inovador, consegue ser aliciante. Muito se deve, por exemplo, ao world-building que é feito nos primeiros episódios. É uma oportunidade para a série dar a conhecer as várias personagens que habitam este novo e estranho mundo, tal como as regras em redor dos jogos (os naipes e números das cartas tradicionais estabelecem o que se pode esperar dos jogos).

Os próprios jogos em si estabelecem o que podemos esperar da série: uma saga de eventos mortíferos em que qualquer personagem aqui apresentada pode sofrer um destino cruel, onde, aparte de uma ou outra exceção, qualquer um pode ter de dizer adeus. Embora isto não dê muita margem de manobra para conhecermos as personagens, os vários flashbacks cumprem com a promessa de estabelecer os motivos pelas quais elas agem da forma que agem. A maior parte do elenco pode não ter um lugar permanente na série, mas ainda bem que deixam uma boa impressão de uma forma geral.

O PIOR:

A primeira parte de Alice in Borderland é uma surpresa; a segunda parte, já nem tanto.

Não me entendam de forma errada, existem elementos que funcionam bastante bem na segunda parte da temporada, já que nos apresenta todo um vasto leque de personagens coloridas (e algumas surpresas), além de demonstrar os efeitos mais duradouros deste tipo de eventos, já para não falar que alimenta algumas “respostas”, mas não todas, quanto aos mistérios que perduram desde o início da série.

Ainda assim, possui a limitação de não ser tão original quanto o esperado. A primeira metade da temporada também pode não ser tão original, mas o ritmo frenético ajuda a culmatar esses problemas. A segunda metade já diminui esse ritmo, mas não deixa de dar ideias que, honestamente, não são tão inovadoras como o esperado.

Apesar desses problemas, Alice in Borderland não deixa de ser uma aposta agradável. Ainda que não seja algo verdadeiramente inédito, não deixa de ter uma energia contagiante que a tornam num must-see para os amantes do género.

Resta esperar para ver se a série será renovada, porque se assim for, espera-nos uma temporada igualmente vertiginosa como esta!

Podem ler outras Mini-Reviews aqui.

Estado da série: STAND-BY

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80%
Average Rating

Alice in Borderland é a nova aposta da Netflix que, apesar de ter alguns elementos já familiares, consegue captar a nossa atenção do princípio ao fim.

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