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Crítica: A View to a Kill (1985)

A View to a Kill Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE A VIEW TO A KILL!

Chegámos ao final da jornada de Sir Roger Moore como o espião mais famoso do cinema. James precisa de impedir que um ganancioso empresário que pretende afundar Silicon Valley para que o seu microchip possa ser um sucesso por todo o mundo. A View to a Kill é a despedida de um dos melhores representantes de 007 e, embora não seja, de todo, uma obra profunda e significativa, tem alguns aspetos que conquistam a longo prazo. É também o primeiro filme de James Bond a contar com um vencedor de Óscar no papel de vilão, sendo este Christopher Walken, que conhecemos de The Deer Hunter e Catch Me If You Can.

A View to a Kill Critica de Cinema

A View to a Kill recupera alguns dos aspetos mais importantes da saga, enquanto as suas fragilidades argumentativas continuam a fazer-se sentir em muitas ocasiões. A narrativa continua a não conseguir elevar-se, permanecendo sempre no mesmo registo e não contribuindo para um avanço progressivo da saga. Há toda uma exploração superficial das personagens e a idade de Roger Moore começa a mostrar-se um entrave nas cenas que envolvem mais fisicalidade. Apesar do seu charme continuar no ponto certo, A View to a Kill é um filme que não lhe faz justiça e o próprio Moore concorda, já que na sua autobiografia revela que este é o pior James Bond em que participou. Mas opiniões à parte, A View to a Kill continua a ter sequências de ação interessantes, sob a asa de John Glen que é já um contribuidor regular para as aventuras do espião. O tema de abertura dos Duran Duran é absolutamente maravilhoso, recuperando a essência dos clássicos anteriores de James Bond. Ritmado e com uma sonoridade distinta e peculiar, este é sem dúvida um dos melhores até agora.

Apesar de haver um prolongamento desnecessário de certas cenas (começo a ponderar mesmo o facto dos filmes não terem necessidade de serem tão longos), A View to a Kill tem algumas saídas de diálogos cativantes e, apesar de não ter uma exploração devida, o vilão de Walken é bastante competente. Há todo um upgrade de violência que A View to a Kill acaba por disfarçar, mas que começa a revelar o quão perigosos e excêntricos estes vilões de Bond realmente são. A performance de Grace Jones (com quem Moore teve imensos atritos durante as filmagens) é tão plástica e tão pouco credível que prejudica o envolvimento do espectador durante o filme, para além das restantes personagens secundárias carecerem de camadas que os tornem mais apetecíveis para o público.

A View to a Kill Critica de Cinema

Ainda que não seja o melhor filme da saga, A View to a Kill acaba por continuar a manter algum carisma deste universo gigantesco de James Bond e é uma canção minimamente aceitável de despedida para Sir Roger Moore que é, inquestionavelmente, um dos melhores atores que interpretou uma das personagens mais icónicas do cinema. Veremos como se irá safar Timothy Dalton no próximo filme e estamos já a meio da nossa maratona. Talvez antes do Natal possamos iniciar uma nova! Até lá, bons filmes!

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Título: 007 – Alvo em Movimento

Título Original: A View to a Kill

Realização: John Glen

Elenco: Roger Moore, Christopher Walken, Tanya Roberts, Grace Jones, Patrick Macnee, Patrick Bauchau, David Yip, Fiona Fullerton, Manning Redwood, Alison Doody, Willoughby Gray, Desmond Llewelyn, Robert Brown, Lois Maxwell.

Duração: 131 min.

Trailer | A View to a Kill

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