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Crítica: Castle Freak (2020)

Castle Freak Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE CASTLE FREAK!

Já vou na minha 7ª crítica de hoje e não estava preparado para ver o que vi. As palavras são escassas perante um filme que, não só é chocante, como é ridículo e totalmente desvairado… lembro-me de ver os horrores de A Serbian Film, atos explícitos ordinários em Ken Park, órgãos masculinos a serem devorados em Teeth e Willem Dafoe a ser agredido no pénis em Antichrist com um pau de lenha, mas nada me preparou para ver um olho dentro de uma vagina… Desculpem, mas não há como esconder isto. Nem eu conseguiria continuar este texto sem lançar este desabafo. E eu costumo ser um fã deste género de filmes bizarros e que ferem suscetibilidades. Afinal de contas, não deixa de ser uma arte chocar e impressionar pelos piores motivos, desde que haja conteúdo para além disto e que esteja tudo bem filmado.

Castle Freak Critica de Cinema

Castle Freak é, então, o próximo capítulo desta saga… um remake do filme de 1995, onde uma jovem herda um castelo na Albânia que esconde dentro das suas paredes um ser sugador de sangue misterioso. Como qualquer filme de terror, a tensão de Castle Freak é tratada de forma gradual, deixando-nos incomodados constantemente sem saber bem o que nos espera. É um filme que tem um trabalho técnico impressionante, lá isso tenho de admitir. Com um look vintage que nos remonta para os anos 80, uma banda-sonora até bastante carismática e um trabalho de maquilhagem muito competente. Há toda uma matéria-prima que, no seu geral, acaba por surtir o efeito desejado.

O grande problema é mesmo a estupidez do rumo que o filme toma ao ridicularizar o seu próprio conteúdo com situações que… na melhor das hipóteses… só nos fazem rir! Para além do acting terrível, Castle Freak inicia um percurso que acaba por se “satanizar” a si próprio, com uma justificação terrível para a sua história aliciante. Este pretensiosismo e falta de conteúdo leva este remake a ser um objeto que tinha tudo para correr bem e, em vez disso, preferiu chocar da pior forma possível: com o exagero de algo que não tem cabimento no decorrer da sua história. Por um lado, sinto-me feliz por adicionar este filme à minha lista de “filmes para enganar os amigos e rir das reações deles”, mas por outro pergunto-me qual é a necessidade de prejudicarem algo que tinha algum potencial e ridicularizar uma oportunidade de conquistarem novas gerações a querer ver clássicos.

Castle Freak Critica de Cinema

É uma decisão difícil e Castle Freak, por muito bom tecnicamente que seja, não consegue tornar os seus atores em celebridades nem conquistar pelo rumo que levou para arrancar umas gargalhadas num cenário em que elas não deviam existir.

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Título: O Castelo das Aberrações

Título Original: Castle Freak

Realização: Tate Steinsiek

Elenco: Jake Horowitz, Emily Sweet, Kika Magalhães, Chris Galust, Clair Catherine.

Duração: 105 min.

Trailer | Castle Freak

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