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Crítica: The Man with the Golden Gun (1974)

The Man with the Golden Gun

CONTÉM SPOILERS DE THE MAN WITH THE GOLDEN GUN!

Estamos de volta a James Bond e esta mais recente aventura é uma das minhas favoritas de Sir Roger Moore. 007 tem um alvo nas suas costas, já que o assassino mais caro do mundo anda à sua procura. Nisto, Bond tem de tomar medidas pelas suas próprias mãos e descobrir o paradeiro deste temível assassino que todos apelidam de O Homem da Pistola Dourada. Ao viajar para Hong Kong, James descobre algo mais do que propriamente uma simples tentativa de assassinato de si mesmo.

The Man with the Golden Gun

The Man with the Golden Gun é um upgrade ligeiramente melhor do que o anterior Live and Let Die, já que tem os elementos acertados para proporcionar uma aventura fantástica, ao passo que recupera a essência dos filmes da geração anterior. Ainda que se prolongue demasiado e se perca em cenas desnecessárias para mostrar o quanto cool é, The Man with the Golden Gun adiciona personagens deliciosas à saga, especialmente Scaramanga, interpretado pelo fantástico Sir Christopher Lee, Nick Nack, o adorável anão e braço direito do vilão, e ainda a ingénua e trapalhona Goodnight. São personagens mesmo divertidas e que tornam The Man with the Golden Gun precioso.

Mesmo não sendo muito melhor pelos motivos que mencionei anteriormente, esta entrada na saga conta com o regresso de John Barry e da sua orquestra à banda-sonora, mantendo a qualidade já famosa das suas obras anteriores. Para além disso, The Man with the Golden Gun aposta numa ação menos explosiva e mais vincada no combate físico, que ajuda a romper com fatores externos às missões de Bond. Claro que permanece sempre alguma tecnologia nova, mas é praticamente usada como um adorno e não como um meio. A realização de Guy Hamilton melhora e as sequências com Scaramanga são verdadeiramente intensas, mesmo que arrastadas forçosamente para um clímax final desnecessariamente.

The Man with the Golden Gun

Mas tenho que deixar aqui uma apreciação mais pessoal pelo talento de Hervé Villechaize que, a meu ver, é um dos melhores aspetos do filme porque é tão adorável quanto é mortífero, tão engraçado quanto é irónico. É um aspeto interessante pois, na altura, dificilmente se encontrariam anões no cinema e felizmente Hervé tornou-se um dos pioneiros e foi aproveitado da melhor forma.

A duração e o empanturrar dos filmes com sequências que acabam por serem “becos sem saída” não melhora a saga de Bond em nada, porque são totalmente percetíveis ao espetador. Mesmo que The Man with the Golden Gun seja um upgrade em relação ao filme anterior, alguns dos mesmos erros continuam a ser cometidos e isso infelizmente irá continuar a evidenciar-se nos próximos capítulos. No entanto, The Man with the Golden Gun assume-se como uma aventura divertidíssima e que faz as delícias dos fãs mais acérrimos do espião, para além de consolidar Roger Moore como um dos melhores até aos dias de hoje.

The Man with the Golden Gun

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Título: 007 e o Homem da Pistola Dourada

Título Original: The Man with the Golden Gun

Realização: Guy Hamilton

Elenco: Roger Moore, Christopher Lee, Britt Ekland, Maud Adams, Hervé Villechaize, Clifton James, Richard Loo, Soon-Tek Oh, Marc Lawrence, Bernard Lee.

Duração: 125 min.

Trailer | The Man with the Golden Gun

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