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Crítica: Live and Let Die (1973)

Live and Let Die Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE LIVE AND LET DIE!

Agora que Sean Connery se ausentou definitivamente do papel (mais ou menos, porque ainda há um filme não oficial do mesmo), vemos a ascensão de Sir Roger Moore, como o espião mais famoso do mundo James Bond. Live and Let Die é a sua estreia e, de facto, ele não desilude! James está encarregue de desmantelar uma rede de heroína dum misterioso barão da droga e, enquanto o procura, encontra uma jovem cartomante chamada Solitaire, que o ajuda na sua demanda.

Live and Let Die Critica de Cinema

Live and Let Die é um filme essencial para trazer toda uma mudança refrescante, onde as personagens veteranas são interpretadas por outros atores e necessita obrigatoriamente de manter o charme e a génese do legado deixado por Sean Connery. De facto, Live and Let Die é um filme competente, ainda que tenha uma temática que não assente propriamente muito bem no estilo de 007. Apesar de haver uma melhoria significativa em termos performativos, as personagens carecem um pouco de camadas dramáticas, ficando-se por algo pouco substancial. Para além disso, a inclusão de elementos voodoo não o torna mais apetecível, muito menos a falta de “classe” de vermos James Bond a lidar com tráfico de droga. Um tipo de crime, de facto, muito longe do estilo do mesmo. Mesmo que algumas mudanças sejam positivas a longo prazo, estes aspetos acabam por prejudicar Live and Let Die, tornando-o muito caricatural a longo prazo.

Mas Sir Roger Moore é mesmo uma boa adição e tem um carisma próprio que assenta perfeitamente nos cânones da personagem. Há também toda uma evolução que abranda o fator mulherengo de 007 e leva-o a estar mais atento à ação e em aspetos menos importantes como esse. As sequências de ação estão também muito melhores e diversificadas, envolvendo-nos de forma mais ativa com as mesmas. Ainda que o aspeto narrativo não ajude, a realização de Guy Hamilton tira proveito dos cenários onde decorre o filme e a banda-sonora do estreante da saga George Martin continua a manter vivo o espírito de John Barry, para além de uma aposta acertada em Paul McCartney e na banda Wings para a música dos créditos.

Live and Let Die Critica de Cinema

 

Portanto, Live and Let Die é um capítulo importante para a saga, mesmo que não seja totalmente excelente. As apresentações estão feitas competentemente, mas o tipo de narrativa não assenta (em nada) no estilo habitual de James Bond e, por muito boa que seja a mudança, há um certo tradicionalismo que se deve manter para não deturpar inteiramente a génese das obras de Ian Fleming. Ainda assim, Live and Let Die é uma aventura empolgante com melhorias óbvias no desenvolvimento da ação, mas que perde também por não ter personagens secundárias memoráveis.

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Título: 007 – Vive e Deixa Morrer

Título Original: Live and Let Die

Realização: Guy Hamilton

Elenco: Roger Moore, Yaphet Kotto, Jane Seymour, Clifton James, Julius Harris, Geoffrey Holder, David Hedison, Gloria Hendry, Bernard Lee.

Duração: 121 min.

Trailer | Live and Let Die

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