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Crítica: On Her Majesty’s Secret Service (1969)

On Her Majesty's Secret Service

CONTÉM SPOILERS DE ON HER MAJESTY’S SECRET SERVICE!

Estamos de volta à nossa maratona de James Bond e chegámos a um filme em particular que considero ser um dos piores de toda a saga. Tanto que, ao revê-lo, ainda fiquei com mais desgosto. Numa ausência temporária de Sean Connery, George Lazenby preenche os sapatos do espião mais famoso do cinema, onde 007 precisa de se aliar a um mafioso para encontrar o paradeiro de Blofeld, após o governo britânico lhe negar a oportunidade. Nisto, James é enviado para os Alpes Suiços, onde descobre que Blofeld gere um laboratório que, a uma primeira partida, tenta curar alergias agressivas, mas é apenas um disfarce para lançar um germe mortal para aniquilar o mundo.

On Her Majesty's Secret Service

On Her Majesty’s Secret Service é um filme pomposo e que regride na abordagem do espião. Há uma tendência gigantesca de não querer mudar e de permanecer com valores que, de alguma forma, foram sempre o calcanhar de Aquiles das obras antigas de 007. George Lazenby tem as emoções de um tijolo e não chega aos calcanhares de Connery, revelando uma necessidade básica dos produtores em quererem apenas que o sucesso de box office continue, mais do que respeitar o legado que o primeiro Bond deixou. Claro que isto foi apenas uma ausência temporária de Connery, já que regressa no próximo capítulo que é o seu último oficial. On Her Majesty’s Secret Service é um filme de ação corriqueiro e a mudança drástica do elenco acaba por não ser uma das melhores opções, já que Telly Savalas substitui Donald Pleasance como o líder da organização SPECTRE. Ainda há pouco tínhamos conhecido a personagem e o ator que a interpretava e já o trocaram. não é, de todo, a melhor opção, visto que o lançamento dos filmes tem apenas uma margem curta de tempo.

Para além disto, On Her Majesty’s Secret Service prolonga-se demasiado com questões triviais que apenas realçam a futilidade do espião. Ironicamente, na base laboratorial de Blofeld, são apenas mulheres nos seus 20 ou 30 que são utilizadas como cobaias e, obviamente, que o espião acha a ideia irresistível. São clichés que já chateiam um pouco e esta insistência em tornar a personagem um mulherengo sem escrúpulos não cola mais, especialmente porque Bond em On Her Majesty’s Secret Service aparentemente encontra a sua esposa e amor da sua vida. Felizmente, a única vantagem deste capítulo, é Diana Rigg, que se mostra uma força da natureza e cuja prestação eleva levemente o filme a ter algum foco de interesse. Ainda assim, não é suficiente para o salvar… de todo.

On Her Majesty's Secret Service

A narrativa de On Her Majesty’s Secret Service pode ter alguns elementos interessantes, mas o filme prefere focar-se mais nos atributos sedutores de Bond do que tornar-se um objeto de culto. E Lazenby é mesmo terrível em incorporar qualquer característica que seja de 007. As sequências de ação não são minimamente inovadoras e, embora uma situação aqui ou acolá esteja bem conseguida, o resto é apenas show off desnecessário, levando o filme a prolongar-se sem necessidade. Nisto, entramos numa fase negra para o espião mais famoso do cinema e vamos acompanhá-la de perto no próximo Diamond Are Forever.

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Título: 007 – Ao Serviço de Sua Majestade

Título Original: On Her Majesty’s Secret Service

Realização: Peter R. Hunt

Elenco: George Lazenby, Diana Rigg, Telly Savalas, Gabriele Ferzetti, Ilse Steppat, Lois Maxwell, George Baker, Bernard Lee.

Duração: 142 min.

Trailer | On Her Majesty’s Secret Service

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