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Crítica: Superintelligence (2020)

Superintelligence Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE SUPERINTELLIGENCE!

Ben Falcone e a sua esposa Melissa McCarthy voltam a colaborar juntos num novo filme onde uma inteligência artificial vê numa mulher normal a oportunidade de estudar o ser humano até decidir se destrói o planeta. Superintelligence é uma junção de ficção científica com romance e comédia que tem momentos engraçados mas que, no seu todo, é demasiado genérico.

Superintelligence Critica de Cinema

Superintelligence conta com a sempre hilariante Melissa McCarthy e é em torno dela e da sua “tosquice” que o filme acaba por ganhar algum carisma. O humor tem tanto de bom como de mau, já que nunca consegue estabilizar num ponto em concreto. Claro que há toda uma capacidade de o espectador se sentir entretido, mas esta narrativa parece demasiado familiar e não há muita criatividade em conseguir fazer algo de original ou de conquistar por umas piadas que surtem efeito no meio de tantas que não.

É também por ser demasiado cliché e em preferir explorar os maiores defeitos e paranoias humanas individuais que Superintelligence se perde um pouco. Para a “salvadora da humanidade”, há muito pouco de humildade em Carol Peters, a personagem de McCarthy. Durante uma grande parte do filme, vemos esta inteligência artificial a apaparicar a vida da protagonista sem uma razão propriamente apelativa e a fazê-la acreditar que o “amor é possível de reencontrar” e aqueles clichés romancistas idiotas e baratos, empanturrando a história com aspetos desnecessários e que nos fazem revirar os olhos umas quantas vezes. Há sempre uma piada ou outra que surte efeito e Superintelligence não é, de todo, um filme de comédia que não sabe o que tem de fazer. Aliás, é precisamente por se manter simples na sua abordagem que acaba por conseguir arrancar-nos um momento de gargalhada aqui e acolá, mas isto não é suficiente.

Superintelligence Critica de Cinema

A verdade é que por Falcone e McCarthy estarem tão familiarizados com o trabalho um do outro, é que Superintelligence acaba por não ser um pouco mais do que podia ser. A química com Bobby Cannavale é inexistente e a voz de James Corden, por muito carismática que seja, não nos faz temer por esta inteligência artificial em nenhum momento em que ela revela os seus verdadeiros planos maquiavélicos. A verdade é que Superintelligence acaba por ser genérico demais e isso não o faz sobressair sobre outras comédias do género e, por muito que gostemos de McCarthy, isto acaba por ser um pouco desperdício de talento.

O filme também acaba por se prolongar demasiado, mais uma vez, por se perder em situações desnecessárias e em tentar ser um pouco mais do que as suas partes mas não consegue. A falta de um pouco de seriedade e esta abundância de clichés pouco convidativos torna Superintelligence numa comédia baça e sem uma mensagem que já não conheçamos de outros filmes ou séries do género.

Superintelligence Critica de Cinema

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Título: SuperInteligência

Título Original: Superintelligence

Realização: Ben Falcone

Elenco: Melissa McCarthy, James Corden, Bobby Cannavale, Brian Tyree Henry, Jean Smart, Jock McKissic, Karan Soni.

Duração: 105 min.

Trailer | Superintelligence

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