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Crítica: The Rising Hawk (2019)

The Rising Hawk Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE THE RISING HAWK!!!

Dramas históricos conseguem ser difíceis de traduzir para o ecrã, muito porque, para efeitos de entretenimento, toma sérias liberdades com os eventos verídicos que dizem ter ocorrido. E alguns destes dramas costumam também ser traduzidos para filmes de ação modestos. The Rising Hawk é um destes casos.

Decorrendo na Ucrânia em pleno século XIII, o filme centra-se em Maksim, o filho do chefe de uma de várias aldeias que povoam uma cordilheira montanhosa. Maksim leva uma vida humilde, mas não menos pacífico; ainda assim, essa mesma paz é perturbada quando o exército mongol bate à porta, levando o jovem e os seus compatriotas a unirem esforços para enfrentar um inimigo esmagador.

Se esperam uma história original dentro deste género, então The Rising Hawk pode ser uma desilusão leve. Embora a narrativa tenha a história ucraniana no centro das atenções, torna-se bastante óbvio que o filme toma inspiração em elementos mais superiores. Ao ver a temática da liberdade frente a uma força impiedosa, e todos aqueles que desejam fazer frente, “grita” por Braveheart. Dizer que o filme é previsível é quase obrigatório. Esperem daqui algumas traições, imensos momentos de combate, um subplot envolvendo um romance “proíbido”.

O mesmo se aplica ao vasto elenco presente no filme, que conta com algumas caras do entretenimento britânico e americano (sendo esta uma co-produção entre os Estados Unidos e a Ucrânia) e ainda alguns nativos do país de origem, mas de uma forma bastante geral as performances são básicas. Quero com isto dizer que não irão ficar impressionados com a qualidade testemunhada, mas valendo o que vale, também não sairão completamente desiludidos.

Mas aonde The Rising Hawk consegue deixar uma nova francamente positiva reside nas suas sequências de combate. Claro que não possuem o flair habitual do género (e mais surpreendente ainda, não possui assim tanto gore quanto o esperado), mas compensam essa ausência com uma coreografia impressionante, traduzindo a carnificina e o caos que se viveu nos tempos antigos.

No que refere aos aspetos mais visuais, o espaço cénico salta logo à vista, apostando sempre nas paisagens ucranianas quando possíveis, enquanto é feito o recurso ao CGI para estabelecer a escala do espaço de ação. Tomara que esse carinho digital tivesse sido melhor aplicado, porque há momentos em que parece que estamos perante um filme de série B, no pior sentido possível.

The Rising Hawk pode ter algumas boas intenções espalhadas, mas as mesmas não conseguem colmatar um filme que não tem muito de original para contar. É daqueles filmes de domingo à tarde que podemos ter o prazer de acompanhar do início ao fim, mas não esperem uma verdadeira obra de arte.

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Título: The Rising Hawk

Realização: John Wynn, Akhtem Seitablaev

Elenco: Robert Patrick, Tommy Flanagan, Alison Doody, Poppy Drayton, Alex MacNicoll, Rocky Myers

Duração: 125 minutos

Trailer | The Rising Hawk

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