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Crítica: Always and Foverer (2020)

Always and Foverer Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS de ALWAYS AND FOREVER!!!

Apesar de ser um serviço de streaming relativamente recente, o UMC – abreviatura de Urban Movie Channel – tem trazido consigo alguns filmes e séries protagonizados por elencos compostos por descendentes africanos. No entanto, já é mais do que sabido que nem todos os projetos são grandes vencedores. E este Always and Foverer é um desses exemplos.

Nicole parece ter a vida ideal – um trabalho difícil, mas não menos recompensador, já para não falar do marido devoto -; no entanto, esta vida é perturbada quando uma das suas amigas de infância é dada como morta, o que a leva a reunir com as outras. Enquanto as mulheres navegam pelos segredos do seu passado, Nicole depressa descobre que o seu perseguidor possui uma ligação misteriosa com a sua infância.

Thrillers centrados num evento do passado dos protagonistas não são nada de inédito, e o cinema de décadas anteriores já nos deram alguns exemplos decentes deste género (assim de repente, I Know What You Did Last Summer salta logo de imediato à mente). Embora o exemplo não seja o melhor dos melhores, é uma das ilustrações desta fórmula no seu pleno. Dito isto, Always and Foverer não nos conta nada de inovador.

Sim, o facto de a maior parte do elenco ser composto por atores de descendência africana salta logo à vida, ainda que não seja o único grande exemplo de inclusividade. Dito isto, Always and Forever é um filme pobre, e não melhor forma de notar nos problemas no seu guião. Trata-se de uma história banal e já vista anteriormente em filmes diferentes (e de qualidade superior, de certa forma), incluindo alguns plot twists que só apanham verdadeiramente de surpresa se não estiverem a prestar atenção ao filme. Já para não falar de dar razões às personagens para tomarem decisões arriscadas e sem uma onça de razão (as circunstâncias do início da relação entre Nicole e o marido é um red flag logo de imediato).

O guião está longe de ser o único problema do filme, já que se tem de apontar o dedo ao elenco escolhido. Cynthia Addai-Robinson já havia provado o seu valor no circuito televisivo com séries como Spartacus, Arrow, Shooter ou Power. Infelizmente, esse mesmo “poder” está praticamente desaparecido neste papel flácido e sem complexidades a adicionar.

Mas Robinson não se encontra só, já que a totalidade do elenco também se encontra resignado em papéis básicos e com claros lapsos de inteligência que somente aparecem quando é conveniente para o avanço da narrativa.

O nível de banalismo que podemos encontrar no guião e no elenco também é extendido a tudo o resto, especialmente no aspeto visual. A fotografia é do mais simples possível, incapaz de arrancar uma resposta emocional como deveria ser, especialmente nos momentos mais tensos, que nos traz apenas “falsa-tensão”. Joga de forma segura, não arrisca e, por causa disto, não mostra o que poderia ser.

Always and Foverer é um desperdício. Possui uma história já familiar que filmes superiores trouxeram, com um elenco que não está à altura do desafio proposto. Trata-se apenas de mais um filme para ver de forma distraída enquanto não há nada de novo ou excitante para ver (o que consegue ser raro hoje em dia).

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Título: Always and Foverer

Realização: Chris Stokes

Elenco: Cynthia Addai-Robinson, Robbie Jones, Loretta Devine, Lauren London, Deborah Ayorinde, Vanessa Curry, Rocsi Diaz

Duração: 98 minutos

Trailer | Always and Forever

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