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Crítica: Thunderball (1965)

Thunderball Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE THUNDERBALL!

Depois de um sábado preguiçoso, eis que regresso com as minhas críticas diárias e começamos pelo filme seguinte da nossa maratona de 007. Thunderball é a próxima entrada da saga e conta novamente com o sempre charmoso Sean Connery no papel do espião mais famoso do mundo. James Bond tem de recuperar umas ogivas nucleares roubadas pelo Agente da SPECTRE Emilio Largo e, durante a sua missão, vai conhecendo novas personagens que o vão auxiliar.

Thunderball Critica de Cinema

Thunderball começa a suavizar um pouco a temática densa dos filmes anteriores. É um capítulo que considero particularmente agradável por se sofisticar e se distanciar em termos de ação, já que as lutas subaquáticas e o charme exótico de Nassau fazem com que 007 tenha aqui novos desafios físicos. É também um dos filmes que explora com melhor clareza o que é a SPECTRE e quais são as suas intenções, ampliando a narrativa que estava ainda muito fechada dentro de si. É claro que Thunderball começa a fraquejar na caracterização das personagens secundárias e talvez o seu maior calcanhar de Aquiles seja a sua longa e desnecessária duração.

A presença de novas atrizes como bond girls nada trazem de novo, como já sabemos, e estão lá pelos motivos que mencionei anteriormente na crítica de Goldfinger. Vou continuar a tentar não me focar neste aspeto, ainda que confesse que, nesse aspeto, os filmes de Bond começam a não ficar propriamente com o mesmo carisma de anteriormente. Se fossem lançados por esta altura eram claramente chacinados… mas pronto, voltando ao que importa. Nesta aventura de 007, a ação começa a dominar um pouco mais do que nos filmes anteriores e, embora seja sempre bem-vinda, não deixa de prolongar demasiado desnecessariamente nalgumas sequências. Nota-se que a intenção do realizador Terence Young é a de continuar a mostrar as habilidades cools e a versatilidade do espião em lidar com diferentes ambientes, mas ser-se cool tem de ter as suas doses de controlo. Porque, se formos espremer o conteúdo de Thunderball, o cenário começa a revelar-se um pouco mais pobre.

Thunderball Critica de Cinema

Mas a verdade é que Thunderball mantém o mesmo espírito, o mesmo charme e o mesmo carisma que todos já conhecemos da saga, para além de inovar em determinados aspetos, proporcionando uma aventura divertida e que amplia, de certa forma, o universo de Bond que estava, até agora, um pouco cerrado demais. É preciso também falar do tema de Tom Jones de abertura que, mesmo não sendo tão bom como o de Shirley Bassey, não deixa de ter todos os elementos que o tornam digno. Mesmo não sendo dos melhores filmes, Thunderball tem uma ação constante e ritmada que continuará a fazer as delícias dos fãs, mas precisa de trabalhar melhor as suas intenções face aos aspetos mais artísticos e preocupar-se menos com o quão cool é 007 a fazer isto ou aquilo.

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Título: 007 – Operação Relâmpago

Título Original: Thunderball

Realização: Terence Young

Elenco: Sean Connery, Claudine Auger, Adolfo Celi, Luciana Paluzzi, Rik Van Nutter, Guy Doleman.

Duração: 130 min.

Trailer | Thunderball

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