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Crítica: Iron Mask (2019)

Iron Mask Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE IRON MASK!!!

Existem filmes por aí que conseguem oferecer entretenimento fácil apesar de uma longa duração. Mas também há aqueles filmes longos que, no fim e ao cabo, oferecem uma experiência paupérrima do que a indústria nos pode proporcionar. Este Iron Mask, uma co-produção chinesa e russa, é um desses casos!

Servindo de sequela de Forbidden Kingdom, Iron Mask volta a apresentar-nos ao cartógrafo/cientista Jonathan Green, que desta vez aceita um assistente chinês na sua nova jornada rumo à China, mal sabendo o novo tipo de sarilhos em que este se irá encontrar.

Iron Mask é um autêntico desperdício do nosso tempo, em todas as maneiras imagináveis. O filme anterior, Forbidden Kingdom, pode não ter sido uma obra extraordinária, mas chega a ser decente em comparação com o que esta sequela nos oferece. O realizador Oleg Stepchenko leva com a maior parte da culpa neste filme, não só por estar encarregue de uma direção banal, mas também ter um dedo num guião que parece estar mais interessado em oferecer cheap thrills do que algo em concreto. Acreditem, o guião atira ideias umas após as outras com a esperança que pelo menos uma surta o resultado desejado. Em vez disso, o que temos é um filme que varia entre artes marciais e pirataria à la Pirates of the Caribbean; um casamento que, se fosse melhor executado, traria consigo um filme bizarro, mas não menos interessante.

Outro ponto negativo contra o filme reside no seu elenco, que oferece performances cartoonescas e sem qualquer pingo de carisma, já para não falar de não oferecem uma profundidade necessário para levar o filme a bom porto. Não é só as performances que deitam o filme a perder, já que este também recebe o flagelo de uma dobragem, no mínimo, horrível, seja na falta de sincronismo entre as falas e a imagem, mas também pela clara falta de talento por parte dos dobradores.

Iron Mask também não sabe bem como aproveitar os atores mais conhecidos que tem à sua disposição. Jackie Chan e Arnold Schwarzenegger recebem top billing do filme, mas as suas presenças resumem-se a meros minutos de sequências de ação banais e sem um pingo de originalidade. E quanto menos se falar da presença de Charles Dance, que fica reduzido a um mero cameo, melhor!

E mesmo os aspetos técnicos do filme deixam bastante a desejar. Nada se fala do guarda-roupa, que parece ter sido emprestado de um outro filme de época, mas o aspeto digital é do pior que se pode encontrar, seja no aspeto mais cénico (com gráficos que relembram aqueles videojogos de qualidade duvidável), até ao design das sequências de combate e de algumas personagens-chave. É todo um conjunto de fatores que deixam bastante a desejar ou, pior ainda, relembram os filmes chineses de outrora.

Portanto, Iron Mask é um dos piores exercícios de cinema que poderemos encontrar este ano (ou sempre), com um guião que não se concentra no essencial, um aspeto visual agreste e performances que, no seu todo, deixam imenso a desejar.

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Título: Iron Mask

Realização: Oleg Stepchenko

Elenco: Jason Flemyng, Jackie Chan, Arnold Schwarzenegger, Xingtong Yao, Anna Churina, Yuri Kolokolnikov, Li Ma

Duração: 120 minutos

Trailer | Iron Mask

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