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Crítica: The Princess Switch: Switched Again (2020)

The Princess Switch: Switched Again (2020)

Com a época natalícia a aproximar-se, um guilty pleasure que quase todos partilhamos é o de ver filmes de “linha de montagem” sobre o Natal (todos seguem a mesma receita!), em que sabemos que é mau, mas não deixam de ser acolhedores de uma certa forma. The Princess Switch: Switched Again é a nova sequela de The Princess Switch, desta vez incidindo sobre Margaret, cuja vida dá uma reviravolta quando sabe que irá herdar o trono de Montenaro. No entanto, existe uma personagem nova (surpresa, é outra Vanessa Hudgens…) que irá atrapalhar os planos de toda a gente.

The Princess Switch: Switched Again não é nenhuma obra de arte, isso é certo; o filme não tenta ser mais do que é, um guilty pleasure. Embora haja esta noção própria, este filme é aborrecido e mal-feito no geral. O elenco faz um bom trabalho com o pouco que tem; no entanto, e apesar de reconhecer que fazer 3 personagens ao mesmo tempo não é simples para ninguém, é notório que Hudgens não tem um grande range de emoções e não se esforçou muito para esconder isso. Os 3 sotaques diferentes são ridículos, especialmente a nova personagem Fiona, que é o molde mais unidimensional que pode haver para uma personagem. Por outro lado, Mia Lloyd destaca-se e faz um bom trabalho como a pequena Olívia. Dito isto, é óbvio que todas estas personagens são o básico de filmes de Natal.

The Princess Switch: Switched Again

Um ponto positivo de The Princess Switch: Switched Again é a caracterização das personagens e o cenário em si, existe um bom uso de cores natalícias e transmite a riqueza da realeza (se bem que 4 árvores de Natal num só quarto é um exagero, não?).

A cinematografia é limpa e concisa na maior parte do tempo, houve um esforço para que o filme não tivesse uma aparência tão “barata”. Quanto à banda sonora, é apenas mais uma saída do mesmo molde, completamente esquecível e “pobrezinha”.

Para além disto, existem incongruências gigantes nesta obra; por exemplo, é óbvio que iriam notar que Fiona é igualzinha às restantes 2 personagens. Ainda mais grave é a maneira como normalizam relações não muito saudáveis, em que existem segredos, em prol do “felizes para sempre” que teimam em forçar.

The Princess Switch: Switched Again

Parte técnica posta de lado, The Princess Switch: Switched Again não oferece nada de novo com esta história, a não ser personagens completamente estereotípicas e problemas que se resolvem sem consequências, sem trabalho, sem crescimento. Sim, é só mais um filme de Natal, no entanto é uma pena que não haja vontade de fazer mais com esta ideia. Não há qualquer motivação, nem sequer o espírito de Natal, presente nesta obra; é apenas uma forma de fazer dinheiro. The Princess Switch: Switched Again é um filme que já todos vimos, vezes sem conta. É uma forma de passar o tempo e nada mais.

Título: The Princess Switch: Switched Again

Título Original: The Princess Switch: Switched Again

Realização: Mike Rohl

Elenco:  John JackVanessa HudgensSam Palladio

Duração: 96 minutos

 

Trailer – The Princess Switch: Switched Again (2020)

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