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Crítica: Run (2020)

Run Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE RUN!

Não há muito tempo, a Hulu lançou uma minissérie extraordinária chamada The Act. Conta a história real de Dee Dee Blanchard e a sua filha Gypsy, que por sua vez, teve direito a um documentário de nome Mommy Dead and Dearest. A história destas duas indivíduas é uma das mais bizarras que vi até hoje, que parece saída de um pesadelo inimaginável. Gypsy foi vítima de um controlo maternal excessivo, em que a sua mãe a mantinha doente para esta nunca saísse debaixo das suas asas, levando a um surto psicótico de Gypsy que assassinou Dee Dee juntamente com um cúmplice. A história mirabolante de The Act tem agora uma adaptação para cinema a cargo de Aneesh Chaganty, o estimado realizador de Searching.

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Run não foge muito ao que já conhecemos de The Act, sendo que Chloe é uma jovem paralítica, diabética e com muitos outros problemas de saúde que, mais tarde, descobre que a sua mãe Diane esconde um terrível segredo. Não é preciso ir muito longe para saber o que é… Por muito que Run seja um thriller muito competente, vai viver para sempre na sombra de onde foi adaptado. E porquê? Porque é ainda demasiado recente para repetir a mesma história. Apesar das prestações fenomenais de Sarah Paulson e Kiera Allen, Run é mesmo demasiadamente próximo da história de Dee Dee e Gypsy, perdendo originalidade e não conseguindo surpreender de nenhuma forma.

Claro que, para os que não conhecem a história verídica ou não viram a sua adaptação televisiva, Run será uma brisa fresca e inacreditavelmente eficaz… mas para aqueles, como eu, que já estão familiarizados e conhecem a história de trás para a frente e de frente para trás, Run será apenas mais um filme. É pena, de facto, porque se Run fosse lançado quando esta história já tivesse perdido o seu alarido, certamente era visto com outros olhos. No entanto, é um filme bastante competente e que é regido inteiramente pelas duas atrizes e tem alguns twists interessantes para se distanciar do material de origem.

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RUN — They say you can never escape a mother’s love… but for Chloe, that’s not a comfort — it’s a threat. There’s something unnatural, even sinister about the relationship between Chloe (newcomer Kiera Allen) and her mom, Diane (Sarah Paulson). Diane has raised her daughter in total isolation, controlling every move she’s made since birth, and there are secrets that Chloe’s only beginning to grasp. From the visionary writers, producers and director of the breakout film Searching, comes a suspense thriller that shows that when mom gets a little too close, you need to RUN. Chloe (Kiera Allen), Diane (Sarah Paulson), shown. (Photo by: Allen Fraser/Hulu)

Mas isto não é suficiente, infelizmente. E Run acaba por perder muito do seu fogo por se basear em algo ainda demasiado fresco nas memórias dos espectadores conhecedores da sua narrativa. Ainda assim é um filme curto e direto, com prestações intensas e que proporciona um serão agradável.

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Título: Run

Título Original: Run

Realização: Aneesh Chaganty

Elenco: Sarah Paulson, Kiera Allen.

Duração: 90 min.

Trailer | Run

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