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Crítica: Goldfinger (1964)

Goldfinger Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE GOLDFINGER!

Eis que chegámos finalmente a um dos meus absolutos favoritos da saga de 007. Goldfinger é um dos filmes mais icónicos do espião irresistível em que somos apresentados a um dos melhores vilões (que dá título ao filme), para além de um carro de sonho que se imortalizou na História do Cinema: o Aston Martin. Goldfinger é um upgrade total na saga, trazendo novas personagens cativantes e apostando numa tecnologia que adorna significativamente as sequências de ação. Realizado por Guy Hamilton, Goldfinger foca-se numa missão de James Bond nos Alpes Suíços, onde o espião precisa de descobrir o plano do ganancioso Goldfinger que vai muito além daquilo que inicialmente se pensava.

Goldfinger Critica de Cinema

Agora que estou a rever estes clássicos, é notória a diferença dos tempos. E isto porquê? A quantidade de misoginia que é representado nos filmes de Sean Connery é, de facto, assustadora. Obviamente que quando os filmes tiveram a sua estreia, nos anos 60, a sociedade não era o que é hoje e felizmente este cenário já diminuiu de violência. Mas a verdade é que os retratos femininos de Goldfinger são absolutamente desprezíveis, tornando a mulher como um mero objeto de prazer para James Bond e que é constantemente descartada pela falta de caráter do homem que as seduz. Seja como for, este aspeto, por muito mau que seja, não irá entrar como fator na classificação. E isto porque Goldfinger é, de facto, um filme pioneiro, não só da saga em que está inserido, como para o cinema mundial.

O facto de Goldfinger trabalhar a sua história com mais seriedade e de continuar a atribuir camadas, não só às personagens mas também a todo o universo (seja ele cénico ou tecnológico) de James Bond, torna-o um filme gratificante e que se desprende da falta de seriedade dos seus antecessores. As sequências de ação são também vertiginosas e estão extremamente bem filmadas. Os elementos que caracterizam o nosso espião favorito também acabam por continuar a melhorar, tornando-o mais humano e mais profissional e menos engatatão (embora isso, claro, que está lá) e menos superficial. O ator Gert Fröbe é também um vilão carismático e que não se rege pelos típicos clichés e muito disto se deve à presença de outra personagem secundária icónica: Oddjob, o assassino e guarda-costas coreano de Goldfinger. Aquele chapéu mortífero é mesmo digno de pesadelos…

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E é neste fator cool que James Bond continua a crescer, para além dos nomes divertidos que atribui às suas novas personagens que estão a enriquecer gradualmente este universo. Em Goldfinger temos também aquele que, para mim, é o melhor tema de abertura de toda a saga. Shirley Bassey irrompe com uma voz cristalina e poderosa numa ode à ganância em forma do vilão titular do filme. A banda-sonora de John Barry também enriquece os momentos, tornando-os muito mais apelativos e envolventes. Já para não falar da divertida Pussy Galore que encanta logo nos seus primeiros minutos!

Portanto, Goldfinger é honestamente, um dos melhores filmes de James Bond e um que ficará, para sempre, na História por todos os elementos icónicos que trouxe para o cinema em geral.

Goldfinger Critica de Cinema

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Título: 007 – Contra Goldfinger

Título Original: Goldfinger

Realização: Guy Hamilton

Elenco: Sean Connery, Gert Fröbe, Honor Blackman, Shirley Eaton, Tania Mallet, Harold Sakata, Bernard Lee.

Duração: 110 min.

Trailer | Goldfinger

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