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Crítica: Mugen no jûnin (Blade of the Immortal) (2017)

Mugen no jûnin Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE BLADE OF THE IMMORTAL!

Depois de muito vasculhar este fim-de-semana por um filme sobre a época dos samurais, eis que a Netflix tem um que pode ter passado ao lado de muitos que, tal como eu, são fãs do género. Blade of the Immortal (no título original Mugen no jûnin) é baseado no mangá de Hiroaki Samura e acompanha a história de um guerreiro samurai de nome Manji que é amaldiçoado com imortalidade. Anos depois, é contratado por uma jovem de nome Rin para a ajudar a vingar a morte dos seus pais pela mão de um grupo de mercenários liderado pelo gélido Anotsu Kagehisa.

Mugen no jûnin Critica de Cinema

Mugen no jûnin, realizado pelo irreverente Takashi Miike, é um épico interessante que, em termos técnicos, não tem absolutamente qualquer falha. As sequências de ação são extremamente boas, com adrenalina constante e gore abundante. São também a essência que nos faz sentirmo-nos envoltos na temática que, infelizmente, repete-se com frequência. As próprias prestações são deliciosas e deixam-nos cativados, especialmente as de Takuya Kimura e Hana Sugisaki, que interpretam os dois protagonistas.

Em termos argumentativos, Mugen no jûnin é uma obra que tira proveito dos clássicos de Akira Kurosawa e confere-lhes um toque moderno, pintando a tela de cor e tornando-a ainda mais apelativa para as massas. A verdade é que a realização de Miike encaixa perfeitamente no registo de Mugen no jûnin. O realizador tira proveito de banhos de sangue com fartura e torna-se um perito em utilizar a câmara ritmada para criar sequências frenéticas que se revelam um festim visual. Mesmo que o filme não consiga ultrapassar os seus defeitos a longo prazo, não deixa de ser um deleite para todos os que adoram um épico japonês.

Mugen no jûnin Critica de Cinema

Na verdade, Mugen no jûnin peca precisamente por se prolongar demasiado desnecessariamente. Não contém em si uma história que necessite obrigatoriamente de muitas justificações, nem propriamente de um sentimentalismo muito forte. No entanto, é a opção do realizador em tentar fazê-lo e isso torna-o algo redundante e pouco eficaz a longo prazo. Mas isto não é determinante na totalidade da qualidade que Mugen no jûnin tem. Estamos perante uma produção extraordinariamente gigante, com cenários magníficos, uma direção de fotografia palpitante e uma banda-sonora infalível.

Tecnicamente, Mugen no jûnin é prodigioso e um filme que não tem medo de chocar da pior forma para expor aquilo que o rege. A carnificina é justificável para reforçar o mote que pretende ilustrar. Portanto, mesmo não sendo uma obra-prima, é um épico competente e que irá satisfazer os requisitos de todos os que, tal como eu, andam à procura de se deslumbrarem novamente com a cultura japonesa.

Mugen no jûnin Critica de Cinema

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Título: Blade: A Lâmina do Imortal

Título Original: Mugen no jûnin

Realização: Takashi Miike

Elenco: Takuya Kimura, Hana Sugisaki, Sôta Fukushi, Hayato Ichihara, Erika Toda, Kazuki Kitamura, Chiaki Kuryama, Shinnosuke Mitsushima.

Duração: 140 min.

Trailer | Mugen no jûnin

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