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Crítica: Chick Fight (2020)

Chick Fight Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE CHICK FIGHT!!!

A ideia de um filme em torno de um clube de combate não é propriamente único na sétima, com Fight Club a representar o gold standard ainda por superar (além dos combates que justificam o título, o filme de David Fincher também contou com uma componente psicológica que a tornou única). Portanto, não esperem que este Chick Fight consiga fazer a diferença.

Anna é dona de uma coffee shop que já viu melhores dias. Falida até dizer “chega” e com o negócio a ir por água abaixa, a vida de Anna é um poço de stress. É nessa situação que uma amiga dela lhe apresenta um clube de combate ilegal, frequentado totalmente por mulheres que, como Anna, perderam o seu rumo.

Não se pode negar que, hoje em dia, há muitas obras que tendem a contar histórias de female empowerment. São boas intenções, é claro, mas são raros os casos que levam com essa ideia avante. Chick Fight prometia ser um filme de comédia-ação que, pelo menos, respeitaria essa ideia; no entanto, o produto final deixa imenso a desejar.

Sendo justo, existem algumas ideias no filme que até surtem o efeito desejado. Nomeadamente as sequências de combate propriamente ditas, já para não falar de alguns momentos caricatos que conseguem arrancar alguns risos tímidos. No entanto, estes momentos são esporádicos (na melhor das hipóteses), o que, para um filme de comédia, seria impensável.

Toda a sua premissa prometia algo diferente, mas acaba por ser mais do mesmo. A direção do filme, da autoria de Paul Leyden, é o mais banal que podem encontrar neste momento, já para não falar de apostar em escolhas mais seguras e já habituais neste tipo de medium (por exemplo, as sequências de combate são tão sobre-editadas que já se começam a notar aonde começam as atrizes e acabam com as respetivas duplas). O guião também não é nada de especial, com um trajeto já bastante familiar neste género e de bastantes linhas de diálogo que não possuem um toque de veracidade necessário.

Mas não se preocupem, que as performances dos atores também deixa a desejar. Malin Akerman está a cargo do protagonismo, mas não mostra aqui um nível de carisma necessário para podermos torcer pela sua jornada. Mas esta não é o único problema com o elenco, visto que praticamente todo o elenco parece estar a preencher uma checklist deste género e não vai mais além nos seus esforços.

Portanto, Chick Fight é, na sua prática, um filme que nos ajuda a passar o tempo, ainda que não nos proporcione a melhor experiência possível. É familiar, previsível, e não vai mais além na sua mensagem pró-feminismo que pretendia alcançar.

Podem ler outras Críticas aqui.

Título: Chick Fight

Realização: Paul Leyden

Elenco: Malin Akerman, Bella Thorne, Dulcé Sloan, Kevin Connolly, Kevin Nash, Alec Mapa, Dominique Jackson, Fortune Feimster, Alec Baldwin

Duração: 97 minutos

Trailer | Chick Fight

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