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Crítica: Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales (2017)

Pirates of the Caribbean Dead Men Tell No Tales

CONTÉM SPOILERS DE PIRATES OF THE CARIBBEAN: DEAD MEN TELL NO TALES!

E chegámos ao fim da nossa segunda maratona até ao Natal, com uma desilusão gigantesca, num franchise que nunca devia ter tentado ser mais ambicioso do que devia. Captain Jack Sparrow está de volta e, desta vez, conta com a ajuda de velhos amigos e sangue fresco, para escapar às garras do Capitão Salazar, com quem Jack tem passado extremamente atribulado. Como não podia deixar de ser, a trupe parte para uma nova aventura em busca do Tridente de Poseidon para quebrar todas as maldições que dele surgiram.

Pirates of the Caribbean Dead Men Tell No Tales

Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell no Tales é um desperdício total de talento. É um filme extremamente banal e feito meramente para arrecadar mais trocos do público devido ao estatuto que a saga alcançou. A narrativa é tão cliché e cíclica que sentimos estarmos a rever tudo aquilo que até agora foi feito. Já para não falar da continuidade desnecessária à história de Will Turner e Elizabeth Swann. Brenton Thwaites interpreta o filho do casal, enquanto Javier Bardem preenche as botas do maléfico Capitão Salazar, e Kaya Scodelario é o novo interesse amoroso sob a forma de uma ambiciosa astrónoma. A aventura começa a ser totalmente veiculada pelos efeitos visuais (que continuam extremamente bons, ainda que não sejam totalmente bem aplicados) e a história é dominada totalmente por um humor corriqueiro. Nem mesmo a sua mega-estrela Johnny Depp consegue salvar este novo Jack Sparrow da patetice mundana. Aliás, ele aqui é quase adornal e pouco tem relevância.

Este desgaste de uma saga que não tinha ambições iniciais de se prolongar por tanto tempo torna-se mais do que evidente. Estão-se a fazer filmes apenas por fazer porque Pirates of the Caribbean é uma saga de sucesso. Nada é particularmente novo e as interligações entre personagens são já repetitivas e sem grande carisma. A fórmula está saturada e a entrar já em modo de “Velocidade Furiosa em Alto Mar”. Os vilões carecem de camadas, para além de não ser nítida a necessidade constante de incutir humor onde ele, de facto, não funciona. As piadas deixaram de ser totalmente eficazes e começa a tornar-se saturante durante todo o filme a quantidade de jocosidades tasqueiras sem grande mérito.

Pirates of the Caribbean Dead Men Tell No Tales

Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales é a prova de que há que saber quando parar ou quando se deve mudar a equipa de argumentistas. Nada neste capítulo final (?) é fresco ou cativante. É todo ele um produto para a Disney revelar o seu poder financeiro atrás de efeitos visuais e esquece-se completamente de dar um rumo novo às aventuras de Jack Sparrow, desculpem, Captain Jack Sparrow, insistindo em reciclar a história e voltar às origens que não têm mais por onde espremer. Sim, esperem até à cena final dos créditos e vejam a saga a querer voltar a algo que é ainda tão recente: o regresso de Davy Jones!

Esta falta de ideias é reflexiva em Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell no Tales e já se tinha começado a manifestar nos capítulos anteriores. Agora que um novo reboot foi encomendado, resta saber o que pretendem fazer, porque já não há nada que nos agarre à saga, nem mesmo a personagem mais adorado do cinema mundial. Chegou a altura de dizer BASTA e avançar.

Pirates of the Caribbean Dead Men Tell No Tales

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Título: Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias

Título Original: Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales

Realização: Joachim Rønning & Espen Sandberg

Elenco: Johnny Depp, Javier Bardem, Geoffrey Rush, Brenton Thwaites, Kaya Scodelario, Kevin McNally, Golshifteh Farahani, David Wenham, Stephen Graham, Orlando Bloom, Keira Knightley.

Duração: 129 min.

Trailer | Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales

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