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Crítica: Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest (2006)

Pirates of the Caribbean Dead Man's Chest

CONTÉM SPOILERS DE PIRATES OF THE CARIBBEAN: DEAD MAN’S CHEST!

Estamos de volta a alto mar com o nosso adorado Captain Jack Sparrow e companhia. No dia do seu casamento, Will e Elizabeth são apreendidos por Cutler Beckett, um embaixador da Companhia das Índias, que os acusa de ajudar um pirata procurado pela justiça (bem sabemos nós de quem se trata) e, portanto, serão condenados à forca. No entanto, é feito um acordo em que Will pode resgatar Elizabeth se convencer Jack a entregar a sua misteriosa bússola a Beckett. Ao reencontrar-se com o seu companheiro pirata, Will é forçado, desta vez por Jack, a auxiliá-lo numa busca pela chave do cofre que contém o coração de Davy Jones, o grande mestre dos mares.

Pirates of the Caribbean Dead Man's Chest

Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest é um legado divertido ao colossal primeiro filme. Tem, claro, algumas falhas notórias de enredo e algumas factuais (a maldição do Pérola Negra tinha terminado mas ainda temos um macaquinho morto-vivo a andar pelo barco…), mas conseguimos sempre fechar um pouco os olhos e deixarmo-nos levar pela quantidade de aventura desmesurada que esta sequela tem para oferecer. Para além de Johnny Depp continuar fabuloso e manter a sua postura extraordinária como o grandioso Captain Jack Sparrow, temos um Bill Nighy absolutamente maravilhoso como o vilão de serviço Davy Jones.

É de louvar todo o trabalho técnico que Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest nos apresenta. Desde efeitos visuais infalíveis, passando por uma maquilhagem estrondosa e uma banda-sonora que nunca desilude, até às prestações que continuam a preencher as medidas, estamos perante uma nova aventura com o mesmo charme e carisma que reconhecemos da primeira entrada no franchise. A realização de Gore Verbinski continua a manter o espírito que leva Pirates of the Caribbean a ser uma saga contemplativa e de entretenimento fácil e gratuito. Claro que por vezes o humor não é tão bem aplicado quanto isso e, inclusive, remove alguma da seriedade que devia ter por esta altura. No entanto, são defeitos que a priori estaríamos já à espera.

Pirates of the Caribbean Dead Man's Chest

Há também algum desenvolvimento de personagens e vemos Orlando Bloom e Keira Knightley a terem uma dimensão menos ornamental da história e a conseguirem carregar as suas linhas narrativas com muito mais presença do que em The Curse of the Black Pearl. Mesmo que os holofotes estejam apontados a Depp, há todo um trabalho por trás da caracterização das personagens secundárias e o seu relevo começa a dar frutos. Para além de um irreconhecível Nighy, temos também Stellan Skarsgård e Naomie Harris que são boas adições à temática e que prometem continuar a desenvolver-se no capítulo seguinte.

Mesmo não sendo uma obra tão extraordinária como o anterior, Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest continua a ter o mesmo charme e o mesmo carisma e cria uma nova oportunidade do franchise ganhar um novo rumo. E, em termos técnicos, é de louvar o investimento que a Disney fez para trazer um realismo muito atípico ao que estamos acostumados em filmes do género. E, portanto, não deixa de ser uma aventura imperdível para toda a família.

Pirates of the Caribbean Dead Man's Chest

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Título: Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto

Título Original: Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest

Realização: Gore Verbinski

Elenco: Johnny Depp, Orlando Bloom, Keira Knightley, Jack Davenport, Bill Nighy, Jonathan Pryce, Lee Arenberg, Mackenzie Crook, Kevin McNally, Stellan Skarsgård, Tom Hollander, Naomie Harris.

Duração: 151 min.

Trailer | Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest

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