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Crítica: Pirates of the Caribbean: At World’s End (2007)

Pirates of the Caribbean: At World's End

CONTÉM SPOILERS DE PIRATES OF THE CARIBBEAN: AT WORLD’S END!

Como vos alertei na crítica anterior, a saga de Pirates of the Caribbean não é, de todo, uma linear ou uma memorável. E com o terceiro capítulo At World’s End, as suas fragilidades começam a vir à superfície. Captain Jack Sparrow encontra-se, literalmente, nos confins do mundo, numa espécie de limbo que pertence à mitologia que rodeia Davy Jones. Ao tentar resgatá-lo, Will, Elizabeth e Barbossa necessitam de passar por aventuras árduas e longínquas e convencer o capitão que precisam todos de se reunir com os nove lordes da pirataria para combater os seus inimigos em comum: Cutler Beckett e a sua armada e Davy Jones.

Pirates of the Caribbean: At World's End

Pirates of the Caribbean: At World’s End tem algumas particularidades boas, como é óbvio. Não só mantém as características mais icónicas do Captain Jack Sparrow e, muito disto, é graças a Johnny Depp e à sua natureza peculiar, como as doses de aventura e efeitos visuais estão a crescer. Mas o problema mesmo é que o filme sucumbe às suas próprias ambições, esticando a sua duração para quase três horas e apoiando-se mais na sua patetice do que propriamente em entregar uma história coesa. A mitologia é duvidosa e para algo criada às quatro pancadas. Não quero dizer que não se tire proveito, já que Pirates of the Caribbean: At World’s End não deixa de ter o entretenimento em dose certa para nos manter cativados. No entanto, é um filme que devia ter-se mantido na simplicidade e optou por ser cada vez maior em escala, mas acaba por ser menor em valores e seriedade.

Por muito que admiremos o ilustre Captain Jack Sparrow e nos tenhamos apaixonado pelas personagens que o rodeiam, Pirates of the Caribbean: At World’s End marca significativamente a downfall do franchise. A aventura começa a ser substituída por elementos pouco credíveis e pouco naturais dentro da génese mitológica que existe no contexto destes piratas. Estamos perante um filme que é feito para massas e que deixa os efeitos e a sua componente técnica impressionante acima de uma história coesa, coerente e eficaz. Apesar de continuar com algumas prestações bastante competentes, este terceiro filme da saga acaba por não fazer justiça ou criar envolvimento dramático suficiente para temermos o seu futuro.

Pirates of the Caribbean: At World's End

Ou melhor, ficamos a temer verdadeiramente o rumo que a saga Pirates da Caribbean vai tomar e, de facto, ainda bem que temos esse medo, porque ele torna-se real já no próximo filme. Mas, entretanto, Pirates of the Caribbean: At World’s End não deixa de ser a última boa aventura de Jack Sparrow, Will Turner e Elizabeth Swann e restantes companheiros e uma que deveria ser decisiva para o seu desfecho eterno. Com o lucro evidente que o franchise proporcionou, a Disney não quereria perder os direitos das personagens nem deixar de utilizar Johnny Depp como sua muleta para o fazer. Os resultados seguintes são desastrosos e, se já este terceiro começa a mostrar evidências de que está a perder energia, então preparem-se para o pior.

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Título: Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo

Título Original: Pirates of the Caribbean: At World’s End

Realização: Gore Verbinski

Elenco: Johnny Depp, Geoffrey Rush, Orlando Bloom, Keira Knightley, Jack Davenport, Bill Nighy, Jonathan Pryce, Lee Arenberg, Mackenzie Crook, Kevin McNally, Stellan Skarsgård, Tom Hollander, Naomie Harris, Keith Richards.

Duração: 169 min.

Trailer | Pirates of the Caribbean: At World’s End

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