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The 100 – Series Finale – 7ª Temporada

CONTÉM SPOILERS DE THE 100!

Duas semanas, 10 kgs de gelado e várias sessões de meditação depois, estou finalmente pronta para falar do final de The 100. Vou ser simples, concisa e esperemos que os meus sentimentos contraditórios sobre a última temporada me permitam escrever uma mini-review esclarecedora.

O MELHOR

Duas palavras: John Murphy (Richard Harmon). Após sete anos de atitudes egoístas, a mais querida barata deliquente do público brilhou como merecia. Foram várias temporadas de crescimento pessoal que culminaram no final que Murphy merecia: ao lado de Emori e feliz. Para quem começou como anti-herói, Murphy deixou a sua marca como um das personagens mais marcantes da série.

Ah, e por falar nisso, Emori (Luisa d’Oliveira) foi uma das surpresas mais agradáveis da temporada. Como já mencionei na mini-review anterior, a namorada de Murphy deixou esse título para trás e assumiu o seu lugar ao sol, brilhando com as suas atitudes altruístas e corajosas. Apesar de nos últimos momentos virmos a situação ligeiramente terminada para o nosso casal favorito, todas as batalhas do último ano e todo o desenvolvimento de ambos, culminou num final mais merecido e justo.

Não foi surpresa nenhuma Octavia (Marie Avgeropoulos) e Raven (Lindsey Morgan) serem a grande razão pela qual a humanidade foi salva. A cena em que a “entidade” vê a Blake a convencer Indra (Adina Porter) e todos os outros a baixarem armas, o que, em conjunto com o discurso de Raven, a convence que os humanos são merecedores da transcendência. Nada mais satisfatório de ver duas personagem que sofreram tanto, receberem o crédito e lugar de destaque que merecem.

E temos obviamente de falar das duas grandes participações especiais do episódio final. Primeiro, Paige Turco. Mesmo que não tivesse sido um regresso no verdadeiro conceito da palavra, foi tão bom voltar a ver a mãe de Clarke (Eliza Taylor) no pequeno ecrã, a grande mentora de Raven, a sua imagem maternal.

Claro que temos ainda de falar do regresso mais aguardado e aclamado de sempre. A fantástica Alycia Debnam-Carey no papel da icónica Lexa. Apesar de, tal como com Abby, não ser propriamente a Lexa, mas sim a forma que a “entidade” tomou para o teste de Clarke, não consegui deixar de me sentir feliz por ver Debnam-Carey uma última vez na pele da histórica comadante. (E sim, é possível um fã de Bellarke adorar e respeitar tudo o que Lexa representa).

O PIOR

Estão a ver tudo o que não escrevi ali em cima? Pois, bem. É tudo que tenho de mencionar nesta parte.

Por onde começar? Por onde começar? Ah! Que tal falamos do final nada digno de Bellamy (Bob Morley)? Oh sim, vamos falar de como o herói masculino foi transformado num vilão em três episódios, morreu como dito vilão às mãos da melhor amiga para salvar Madi (Lola Flanery) que, no final, sofreu um destino pior que a morte?

(E não vamos falar da reacção de Octavia e Echo (Tasya Teles), porque foi uma desilusão pior que a própria morte)

Ou podemos também falar de como Clarke, a pessoa que sempre sacrificou TUDO por TODOS, não passou no teste para salvar a humanidade e ficou condenada a passar o resto da sua vida sozinha, porque todos transcenderam, menos ela. Foi feita justiça à sua personagem? Não me parece.

Aliás, toda esta temporada foi uma valente salada russa, completamente confusa a nível enredo, com as personagens completamente descaracterizadas. Já tinha mencionado na review anterior que o enredo estava em todo lado e em toda a parte, o que se manteve nesta segunda parte.

Sheidheda (JR Bourne) teve um propósito e fim confusos, bem como toda a história e personagens do Sanctum. Tod as as pontas soltas que nos davam nós na cabeça desde a temporada anterior, ficaram por responder. E mesmo algumas das personagens que aprendemos a apreciar esta temporada, acabaram por ficar esquecidas no meio de tantas voltas.

Além disso, toda a história da transcêndencia perdeu tanto sentido, que me fez ficar ainda mais desiludida. Cadogan (John Pyper-Ferguson) não foi um vilão satisfatório, The 100 perdeu a todo o estilo sci-fy para se focar em algo como a religião e a fé.

Para terminar, Jordan (Shannon Kook) e Hope (Shelby Flannery). É preciso dizer mais? Um casal forçado, sem qualquer tipo de química e uma tentativa fraca de dar um final pseudo-feliz a duas personagens que tiveram um papel reduzido na história, com uma importância pouco além da questão da paternidade deles.

Em suma, The 100 perdeu toda e qualquer credibilidade, esqueceu todo os valores que foi estabelecendo e pode perfeitamente entrar para a história como uma das séries com a pior temporada de sempre.

A todos os que os que sofreram até ao fim, para todos que vão sentir falta de The 100, para os shippers  de Bellarke, Clexa, Murphamy, Linctavia, Murven; A todos os que ainda estão a sofrer com o final e aos que preferem acreditar que a série terminou na temporada anterior; A todos os que viveram o sonho da terra: May we meet again.

Leiam o último Mini-Review de The 100 aqui.

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