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Crítica: The Doorman (2020)

The Doorman Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE THE DOORMAN!!!

de ter uma carreira relativamente recente, Ruby Rose começou a trilhar um caminho para ela mesma no que refere ao cinema de ação. Alguns dos seus créditos incluem presenças em filmes como xXx: Return of Xander Cage, The Meg ou John Wick: Chapter 2, já para não falar de um (breve) papel como protagonista da série Batwoman. Portanto, foram breves, mas Rose começou a marcar pela positiva neste género. Infelizmente, The Doorman é um daqueles filmes de ação que somente ajuda a passar o tempo.

Ali Gorski é uma ex-marine que regressa a casa depois de uma missão que correu bastante mal. De forma a dar a volta por cima, Ali aceita um trabalho como porteira num condomínio. Tinha tudo para ser um trabalho normal, até ao dia em que um grupo de ladrões decide aproveitar as férias da Páscoa para assaltarem o condomínio.

Não existe muito de positivo que possamos dizer sobre The Doorman. Muito porque o filme rouba claramente inspiração de outros filmes de ação claramente superiores. O primeiro Die Hard sai logo de imediato à mente por diversas razões. Temos vilões encabeçados por um chefe “bem-educado”, uma protagonista com uma relação disfuncional com a sua família,… Mais do mesmo, como dizia o outro.

The Doorman também está repleto de clichés que os fãs do género de ação já estão mais do que a par nesta altura do campeonato. Há diversos momentos espalhados pelo filme ajudam a vender a previsibilidade da sua narrativa, ou seja, já temos uma ideia da trajetória que o filme pretende tomar, mesmo antes do seu desenlace. Apesar da sua previsibilidade, é uma narrativa simples de seguir, sem muitos aspetos que a possam descarrilar por completo. É apenas uma pena que nos introduza algumas ideias interessantes (como o stress pós-traumático da protagonista) que ora são ignorados por completo, ora simplesmente reaparecem quando lhes é conveniente.

Mas os filmes de ação não precisam de ser extraordinários em termos de narrativa ou personagens para se poder aproveitar da melhor forma (por exemplo, os filmes de John Wick são simples na narrativa, mas ao menos contêm sequências de ação interessantes para compensar). Infelizmente, The Doorman não chega nem perto dessa excelência, com sequências de ação que fazem recurso exagerado da edição de imagem e de técnicas de filmagens demasiado vertiginosas para o nosso gosto.

Nem mesmo as personagens que habitam este filme estão bem construídas. Sim, Ruby Rose provou que sabe liderar um elenco de forma um tanto ou quanto satisfatória, já para não falar de estar no centro de algumas sequências de ação interessantes. Infelizmente, esses são aspetos que The Doorman não consegue aproveitar da melhor forma possível. E ela não é a única a quem se tem de apontar o dedo; aliás, todo o elenco parece saído de um “guia de como fazer um filme de ação competente”, desprovido de motivações únicas ou performances que se possam realçar.

The Doorman tinha tudo no sítio para poder proporcionar, pelo menos, uma experiência decente. E embora a sua narrativa seja suficientemente simples de seguir, é em tudo o resto que acaba por deixar a desejar.

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Título: The Doorman

Realização: Ryûhei Kitamura

Elenco: Ruby Rose, Jean Reno, Aksel Hennie, Rupert Evans, Julian Feder

Duração: 97 minutos

Trailer | The Doorman

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