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Crítica: Death of Me (2020)

Death of Me Crítica de Cinema

PODE CONTER SPOILERS DE DEATH OF ME!!!

Há filmes que, quando são bem feitos, conseguem ser verdadeiras surpresas, ainda que possam não resistir ao teste do tempo. Mas existe uma enorme maioria em que simplesmente são mais, nem chegam ao ponto de serem “tão maus que conseguem ser bons”. Este Death of Me é claramente um desses casos.

Christine e Neil são um casal que decidem passar umas férias numa ilha na Tailândia. No entanto, na véspera da sua viagem de regresso, o casal começa a notar em comportamentos estranhos dos habitantes da ilha.

Que desperdício. Vindo da mente de Darren Lynn Bousman – o realizador de Saw II até Saw IV, já para não falar que regressará a este universo com Spiral – havia alguma espécie de expectativa relativamente a este Death of Me. No entanto, nem para entreter este filme serve!

Sim, o filme pode ter uma atmosfera diferente do habitual – existe uma dualidade entre a beleza e o perigo na ilha tailandesa em que o filme toma lugar – mas a mesma não vale de muito se a história e personagens nela envolvidos não tiverem o impacto necessário.

E infelizmente, esses são dois aspetos que Death of Me fracassa redondamente. A história é básica o suficiente para podermos acompanhar algumas das ideias que pretende estabelecer. No entanto, tal é feito através de clichés que, infelizmente, uma boa parte dos thrillers modernos tende a evitar, com sucesso relativo. O pior é quando é quando tentam incutir ideias ridículas a um filme absurdo por mérito próprio.

A nível de performances, o filme deixa bastante a desejar. Maggie Q e Luke Hemsworth já são caras bastante conhecidas tanto do pequeno ecrã como do grande, portanto já temos uma pequena ideia do que estes dois são capazes. Dito isto, Death of Me consegue desperdiçar este duo, com performances que nem chegam ao básico do entretenimento, muito menos exibem uma química satisfatória. O filme sairia ligeiramente melhor que os colocassem como dois desconhecidos sem qualquer ligação aparente do que um casal “feliz”, ideia essa que o filme tenta vender, mas não consegue.

De forma bastante sucinta, Death of Me é um desperdício de tempo. É agressivo ao ponto de ofender (se não for pelas cenas grotescas de violência gratuita, que seja pela imagem absurda dos tailandeses), é absurdo e, no final, vão desejar ter visto um clássico de melhor categoria.

Podem ler outras Críticas aqui.

Título: Death of Me

Realização: Darren Lynn Bousman

Elenco: Maggie Q, Luke Hemsworth, Alex Essoe, Kat Ingkarat, Kelly B. Jones

Duração: 94 minutos

Trailer | Death of Me

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