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Emily in Paris – Season Finale – 1ª Temporada

Emily in Paris Season Finale

CONTÉM SPOILERS DE EMILY IN PARIS!

O criador de Sex and the City aliou-se à Netflix para trazer uma série prazenteira sobre uma jovem marketeer que tem a oportunidade de ir trabalhar para Paris e deixar a sua vida rotineira em Chicago. No entanto, a integração de Emily não corre exatamente como o pretendido, mas novas experiências trazem sempre novas recompensas. Com Lily Collins no papel principal e um elenco francês talentoso, Emily in Paris revela-se bastante agradável, ainda que seja um registo já banal e demasiado millennial.

Emily in Paris Season Finale

O MELHOR:

Emily in Paris é engraçada porque brinca com os conceitos mais vulgares dos tempos que correm.

Lily Collins surpreende como protagonista e a sua doçura e aparente à vontade em frente da câmara transmite a segurança necessária para estarmos a torcer pela mesma ao longo dos episódios. Para além disso, há que dar o mérito à supervisão de guarda-roupa que a enaltece, tornando-se uma personagem da própria série.

O desenrolar dos acontecimentos (ainda que caia um pouco na componente millennial já cliché e demasiado romancista) acaba por apostar nas personagens em geral, tornando a série aprazível e recheada de momentos divertidos e doces. Philippine Leroy-Beaulieu e Ashley Park são algumas das atrizes que compõem o rol de personagens mais engraçadas da série, adornando a vida de Emily de forma competente e que proporcionam alguns dos melhores momentos da temporada.

É também interessante como a série trabalha a dinâmica entre as mesmas, procurando sempre arrancar um sorriso e incutir alguns valores importantes, ainda que muito deste trabalho caia por terra quando Emily in Paris se torna demasiado satírica do país (e por conseguinte do povo) que retrata, bem como começa a tornar-se repetitiva com os enredos amorosos.

Emily in Paris Season Finale

O PIOR:

Tal como mencionado em cima, Emily in Paris é agradável mas toma opções pouco respeitosas relativamente ao povo francês e torna-se cansativa na forma como aborda a componente amorosa da protagonista.

O maior problema de Emily in Paris é precisamente o facto de satirizar de forma fria, cruel e desmesurada o povo francês. A ideia de dar um caráter carrancudo e leviano à essência francesa, faz com que a série crie por si mesma uma identidade própria e marque a sua posição relativamente à cultura do povo. Esta visão pouco cuidada e, muitas vezes, insultuosa, faz com que Emily in Paris seja um produto onde Darren Starr “não olhe a meios para atingir os fins”. Por muito que, em prol do entretenimento isto seja algo que torne a história mais mexida e dinâmica, faz com que a opinião do público seja influenciada negativamente acerca da essência de uma cultura em si. Podemos sempre brincar, mas vamos ter cuidado com a maneira como tratamos um povo…

Para além disto, Emily in Paris absorve demasiado a cultura millennial, focando-se demasiado na importância dos “likes” no Instagram e de triângulos amorosos pouco substanciais. Claro que, numa série com foco na camada adolescente da sociedade, isto faz todo o sentido e mais algum; mas a verdade é que Emily in Paris podia ser um estudo bem mais relevante das dificuldades de integração num país estrangeiro do que propriamente mais uma história da procura desenfreada por um amor diferente. Não deixa de entreter dentro da temática da série, mas torna-se aborrecido a longo prazo e adia aquilo que já todos sabemos que vai acontecer.

No entanto, Emily in Paris não deixa de ter momentos engraçados e uma doçura muito própria que, dentro de insultos dolorosos, acaba por surtir efeito.

Emily in Paris Season Finale

Estado da Série: STAND-BY

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Average Rating

Emily in Paris é um exercício divertido e uma criação aprazível de Darren Starr, mas tem algumas dificuldades em ser correta para com o povo que retrata, para além de se afogar demasiado em questões adolescentes que se tornam aborrecidas a longo prazo.

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