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Crítica: Rogue (2020)

Rogue Critica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE ROGUE!

Megan Fox já há algum tempo que tem estado desaparecida do grande ecrã… ela está de volta num daqueles filmes que é suposto ser sério e intenso e se torna uma hilariante anedota, sem qualquer ponta de conteúdo que se aproveite, e um que a pode consagrar como a versão feminina de Steven Seagal no cinema. Rogue acompanha um grupo de militares recrutados por o governador dum país africano para resgatar a sua filha de um grupo de mercenários que estão interligados com as famosas “quintas de leões” que matam e vendem tudo o que pertence aos animais para o mundo.

Rogue Critica de Cinema

Rogue é aquele tipo de filme que, embora tenha algumas boas intenções, não tem meios nem fundos de o conseguir. O filme é tão rasco e pobre que, duma missão nobre, torna-se uma chacota. Os leões sanguinários do filme são totalmente ridículos em termos visuais; tanto que, sempre que aparecem, uma gargalhada solta-se quase que instintivamente. Para além disso, a narrativa está repleta de erros estruturais, já para não falar das one-liners parolas e que removem qualquer oportunidade do filme se tornar minimamente sério.

As personagens são tão más, mas tão más, que nada lhes consegue dar dimensão. O argumento é também tão genuinamente ridículo que facilmente desviamos o olhar e nos entretemos a ver um vídeo de Instagram mais elaborado feito dentro de quatro paredes. Rogue é simplesmente um dos piores filmes do ano. Megan Fox é tão plástica e tão pouco carismática que não ajuda nada também a atribuir alguma seriedade à narrativa. Rogue é quase como que uma piada labrega de um tema que podia ser interessante se fosse abordado de uma forma bem mais credível.

Rogue Critica de Cinema

A realização, por parte de M.J. Bassett, não tem estofo financeiro para criar sequências de ação dignas do tipo de filme que Rogue pretendia ser. A verdade é que nem os vilões têm carisma suficiente para salvar Rogue da perdição. Nisto, estamos quase duas horas a rir de algo que devíamos levar a sério. No final, antes dos créditos rolarem, uma chamada de atenção surge para ilustrar o problema ecológico que são as quintas de leões e de que a espécie está a desaparecer a ritmos alucinantes. Uma intenção nobre e que, de alguma forma, age como o melhor de todo o filme. Incutir uma temática tão delicada e tão importante num filme tão repleto de parolagem, faz com que o sistema nervoso de qualquer pessoa que se preze dispare.

Portanto, Rogue é um filme a evitar a todo o custo e um que consagra Megan Fox como uma das piores atrizes da atualidade e que é explorada pelo seu físico atraente e não pelas suas qualidades performativas.

Rogue Critica de Cinema

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Título: Rogue

Título Original: Rogue

Realização: M.J. Bassett

Elenco: Megan Fox, Philip Winchester, Greg Kriek, Brandon Auret, Jessica Sutton.

Duração: 105 min.

Trailer | Rogue

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