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Lucifer – Midseason Finale – 5ª Temporada

Lucifer midseason finale

PODE CONTER SPOILERS DE LUCIFER!!!

Boas notícias, maltinha! Depois de uma longa e dolorosa espera, Lucifer está de volta com a sua primeira fornalha de episódios desta quinta (e oficialmente penúltima) temporada, e sim, continua a reter aqueles velhos elementos pelos quais os fãs de apaixonaram. No entanto, fica a ideia de que a série, nesta quinta temporada, está ainda a preparar-se para momentos de proporções bíblicas. Mas vamos por partes.

Passaram-se dois meses desde os eventos da temporada anterior. Chloe (Lauren German) começou a focar-se cada vez mais no trabalho, Linda (Rachael Harris) e Amenadiel (D.B. Woodside) concentram as suas energias em serem os melhores pais possível para o pequeno (e adorável) Charlie, Dan (Kevin Alejandro) tenta encontrar uma maneira de lidar com os seus problemas, e Maze (Lesley-Ann Brandt) a lidar com a partida de Eve. De repente, Lucifer (Tom Ellis) regressa de repente a Los Angeles. No entanto, nem tudo é o que parece.

O MELHOR:

Lucifer tem grandes expectativas por corresponder depois de uma quarta temporada claramente superior às suas antecessoras. E na maior parte das, consegue cumprir com as mesmas! Na maior parte das vezes, claro.

A série continua a assentar os seus alicerces na fórmula do crime procedural, uma fórmula que tem mais pontos fracos do que propriamente fortes. No entanto, fica mais do que claro, novamente, que estes casos, embora andem num lado mais absurdo desta vez, continuam a oferecer claras lições de vida para os envolvidos. Algumas destas lições podem ser subtis, enquanto outras são mais explícitas, mas isso não impede o elenco de se divertir nas formas mais surpreendentes.

E “surpreendente” pode não ser a palavra que usaria para descrever esta primeira parte da quinta temporada, mas conta com algum material de interesse. Sim, os fãs que shippam a velha relação Deckerstar podem ter aqui alguns momentos, mas não se comparam com alguns dos trajetos aqui retratados. Aponta-se facilmente o dedo a Maze, a quem é oferecida um novo arco de auto-descoberta que traz o melhor de Lesley-Ann Brandt para a sua personagem. Credo, até mesmo Ella (Aimee Garcia) ganha mais do que fazer, especialmente no que refere aos episódios finais desta primeira parte da temporada e que certamente trará consigo repercussões na segunda parte.

Tal como já se torna obrigatório neste formato, há episódios em que podemos esquecer por completo, enquanto há também outros que podemos elogiar pela sua vontade de arriscar de outras formas. E Lucifer certamente oferece episódios que dificilmente esqueceremos. O favoritismo vai pairar claramente no episódio It Never Ends Well for the Chicken, especialmente por nos oferecer algo diferente em termos de espaço, história e afins (localizar a história em Nova Iorque dos anos 40 traz consigo esse efeito), mas há também outros fan favourites. Penso logo em Diablo, com a série a aventurar num humor mais auto-consciente, ou BlueBallz, no sentido de colocar as mulheres da série no centro da ação e deixar os homens a terem a sua própria aventura. E, claro está, os dois últimos episódios desta primeira parte, que conseguem ser verdadeiramente tensos e mostrar o quão longe estes personagens chegaram desde o início da temporada.

O PIOR:

Fica mais do que claro de que esta primeira parte da quinta temporada de Lucifer é a parte “menos boa” desta temporada, e há várias razões para pensar dessa forma.

Nunca fui um grande fã do aspeto mais criminal da série, especialmente por considerar a fórmula arcaica e já desgastada. E infelizmente, esse é um aspeto que, ao contrário da temporada anterior, tomaram um maior destaque. E ainda por cima com crimes roçam praticamente no ridículo, algo que poderíamos encontrar facilmente em outras séries dentro da mesma categoria. Tem as suas lições de moral, sim, mas acaba por irritar bastante no panorama geral da série.

Também não ajuda que, enquanto há personagens que atravessam arcos interessantes, há outras que não têm direito ao mesmo tempo de antena. O aspeto de Dan a procurar auto-ajuda serve de lume para atear o aspeto humorístico (se bem que esse aspeto é redimido perto do findar desta primeira parte). Linda também tem direito a um alargar do seu passado, mas essa situação acaba por ficar resolvida de forma bastante fácil, até para o meu gosto.

E é claro que não podia abordar esta temporada sem abordar o infeliz spoiler que o trailer desta primeira temporada nos trouxe: Michael, o irmão gémeo de Lucifer. Sendo-vos franco, Tom Ellis faz o melhor que pode neste papel duplo, ao ponto de nos dar aspetos que ajudem a diferenciar os dois (seja pelos sotaques, pela escolha de guarda-roupa ou mesmo nos seus aspetos mais ligados às suas personalidades). No entanto, a ideia de ter um irmão gémeo malvado parece algo retirado diretamente de uma telenovela mexicana, mas Michael tinha potencial para ser um dos melhores vilões desta primeira parte da quinta temporada, mas acaba por desiludir por não ter tanto tempo de antena ou impacto geral. Mas! Isso não significa que as coisas possam mudar para melhor, considerando que o cliffhanger deixa bem claro que podemos esperar coisas melhores quando Lucifer regressar.

Esta primeira parte da quinta temporada de Lucifer não é perfeita, e parece que está a guardar os seus melhores trunfos para uma segunda parte que promete ser claramente superior na maior parte dos aspetos. No entanto, existem boas razões para continuarem a sintonizar a série, seja pelos seus personagens ou pelo seu humor arrojado. Não é perfeito, mas consegue entreter. Resta agora esperar pelos oito últimos episódios da temporada e esperar para ver.

Podem recordar o que achámos da quarta temporada de Lucifer (a primeira sob a alçada da Netflix) aqui.

Estado da série: TO BE CONTINUED

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Average Rating

Esta primeira parte da quinta temporada de Lucifer continua a entreter os fãs acérrimos da série, mas fica mais do que patente que o melhor está a ser guardado para a segunda parte.

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