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Agents of S.H.I.E.L.D. – Series Finale – 7ª Temporada

Agents of S.H.I.E.L.D. series finale

PODE CONTER SPOILERS DE AGENTS OF S.H.I.E.L.D.!!!

Devido ao tremendo sucesso do primeiro filme de Avengers, a Marvel tem vindo a explorar outras possibilidades em formatos diferentes, sendo a televisão um desses casos. Apesar de Agents of S.H.I.E.L.D. não ter começado da melhor forma, não só foi evoluindo de forma bem visível, como também serviu como uma espécie de “ponta de lança” para outros projetos. Freeform, Netflix e a Hulu foram apenas algumas que também tentaram dar o ar de sua justiça (FOX e a FX não contam visto que, na altura, só tinham os direitos dos X-Men, algo que mudou não há muito tempo). No entanto, com a Disney a avançar com o seu serviço de streaming e a promessa de novas séries da Marvel dentro do UCM, isso significava que a Marvel TV a que fomos habituados já tinha os seus dias contados. E ainda que venhamos a ter um desenlace com Hellstrom perto do findar do ano, Agents of S.H.I.E.L.D. o fim definitivo deste projeto!

Arrancando imediatamente após os eventos da temporada anterior, Agents of S.H.I.E.L.D. reúne os nossos heróis para uma missão pelo espaço-tempo, onde tentam de fazer tudo por tudo para impedir a missão dos Chronicoms, uma raça de robôs conscientes que conseguem viajar e manipular o conceito de tempo.

O MELHOR:

Esta temporada final de Agents of S.H.I.E.L.D. é um deleite para os fãs da série desde o início.

Não se pode negar que, desde a sua génese, Agents of S.H.I.E.L.D. é uma das poucas séries da Marvel que pode dizer que tem vindo a evoluir com o passar do tempo. E embora esta temporada final tenha alguns dissabores pelo meio, não deixa de ser uma maneira emocionante de dizermos adeus a personagens que temos vindo a seguir desde 2013.

E depois de viagens no espaço, uma versão “barata” de The Matrix ou mesmo uma inspiração no terror especial, só faltava mesma viagens no tempo para encerrar esta saga. As missões em si podem deixar um pouco a desejar de vez em quando, mas existe entretenimento mais do que suficiente vermos o choque cultural dos heróis do século XXI a reagir de várias maneiras possíveis a décadas anteriores. Os anos 30 viram a equipa a lidar com a Era da Proibição, os 50 com a loucura da corrida espacial, e o que quer que os anos 70 e 80 trouxeram com elas. De qualquer das formas, não posso deixar de elogiar a atenção aos mais pequenos detalhes, seja pelos adereços utilizados, o guarda-roupa ou o espaço cénico.

Termos direito a episódios mais “arriscados” também abona a favor desta temporada final. Tivemos direito a um episódio feito ao estilo noir de antigamente, e ainda tivemos uma “paródia” de uma comédia ao estilo dos anos 80 (complementado com uma banda sonora tecno da altura). No entanto, destes episódios, o do time loop é certamente um dos mais memoráveis da temporada (ou da série), uma vez que tomou uma fórmula já familiar e induziu uma dose de humor negro e drama forte.

E é claro que nada disto seria possível se o elenco de Agents of S.H.I.E.L.D. não estivesse à altura do desafio, e quase a maioria do elenco regular tem direito a narrativas particulares que os colocam em novos territórios. Seja Yo-Yo (Natalia Cordova-Buckley) a lidar com o misterioso desaparecimento dos seus poderes, May (Ming-Na Wen) mais distante, mas com uma clara empatia com quem se encontra à sua volta, ou Coulson (Clark Gregg) a lidar com a sua “terceira” vida, desta vez como um Life-Model Decoy com tecnologia dos Chronicoms, existe bastante por onde pegar.

Sendo esta a temporada final, Agents of S.H.I.E.L.D. também encontra espaço para reencontrarmos alguns velhos conhecidos da série. Há o caso de vermos o antepassado dos Koenigs (Patton Oswalt) ou o General Rick Stoner (Patrick Warburton), e isto sem falar do tributo que fizeram ao falecido Bill Paxton ao trazer o seu filho na vida real, James Paxton, para interpretar uma versão mais nova de John Garrett, o primeiro vilão da série.

Mas é claro que a surpresa da temporada reside no regresso de Daniel Sousa (Enver Gjokaj). Poderia ter sido apenas um cameo para matar aquela saudade de Agent Carter, mas não só fiquei surpreendido com a sua elevada presença nesta temporada, mas também de como ele se encaixa dentro da equipa, especialmente considerando que é um “homem fora do tempo”.

O PIOR:

No entanto, esta temporada final de Agents of S.H.I.E.L.D. também consegue ser enfurecedora na maior parte das vezes.

Logo de início, somos presenteados com uma missão concreta, mas desenlaça-se para outras ramificações. Numa perspetiva, consegue oferecer uma espécie de variedade no conteúdo dos episódios, mas noutra, também mostra a ausência do que a temporada pretende ser de uma forma mais concreta. Também não ajuda que a temporada invista demasiado tempo em ideias e conceitos que ora não levam a bom porto ou simplesmente são irritantes quando chega a um certo ponto.

E depois há o episódio final, que serve como uma espécie de faca de dois gumes. Por um lado, oferece-nos uma conclusão definitiva para várias pontas narrativas deixadas em aberto (embora os vários “finais felizes” fiquem aquém do final da quinta temporada, que era tida como a última durante algum tempo). Mas por outro, também nos oferece um desenvolvimento há muito esperado que, infelizmente, reduz o impacto do que temos vindo a testemunhar desde o início da temporada.

Agents of S.H.I.E.L.D. nunca foi uma série perfeita, e esta temporada final conta com vários problemas que impedem a série de ser vista obrigatoriamente este ano. Mas para os fãs da série desde o primeiro momento, a série consegue oferecer um pouco de tudo a toda a gente. Não chega ao patamar do final da quinta temporada, mas este também não deixa de ser uma despedida sentida e emocionante, ao mesmo tempo que oferece aqueles elementos vencedores da série.

Podem ler a nossa crítica anterior de Agents of S.H.I.E.L.D. aqui.

Estado da série: TERMINADA

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Average Rating

A temporada final de Agents of S.H.I.E.L.D. pode não ser perfeita, mas não deixa de entreter o suficiente para agradar aos fãs veteranos da série.

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