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The Umbrella Academy – Season Finale – 2ª Temporada

The Umbrella Academy season finale 2

PODE CONTER SPOILERS DE THE UMBRELLA ACADEMY!!!

2019 testemunhou algumas estreias de peso no ramo televisivo, inclusive algumas entradas mais bizarras que o esperado. Uma dessas séries foi The Umbrella Academy, uma produção da Netflix baseada nas bandas desenhadas de Gerard Way (ex-vocalista dos My Chemical Romance) e Gabriel Bá. A sua primeira temporada foi, de certa forma, inovadora (ainda que tivesse a concorrência direta de Doom Patrol), mas ainda tinha algumas arestas por limar. Felizmente, podemos dizer que esta segunda temporada é uma clara melhoria em relação à sua predecessora!

Tomando lugar diretamente após os eventos da temporada anterior, Five (Aidan Gallagher) transporta-se a ele e aos seus irmãos para trás no tempo de forma a evitar o apocalipse. No entanto, não só acabam separados durante os primeiros tempos dos anos 60 na cidade de Dallas, no estado do Texas, como também trazem consigo um novo tipo de apocalipse.

O MELHOR:

Esta segunda temporada de The Umbrella Academy revela-se superior à sua antecessora em maneiras diferentes!

Repetir a mesma narrativa da temporada anterior podia conter o risco de repetir algumas das sequências que vimos anterior; no entanto, a temporada utiliza essas mesmas ideias como um mero template e deixar o resto surgir de forma natural.

Se antes The Umbrella Academy não sabia como enquadrar-se, aqui já se encontra mais segura das suas direções e escolhas. E tudo pode ser resumido nas suas personagens centrais. A temporada arranca com os Hargreeves em vários anos diferentes e em situações diferentes:

  • Luther (Tom Hopper) usa a sua força como músculo de um mafioso local (John Kapelos);
  • Diego (David Castañeda) encontra-se num manicómio e obcecado por impedir o assassinato de John Kennedy;
  • Klaus (Robert Sheehan) e Ben (Justin H. Min) envolvem-se num culto;
  • Allison (Emmy Raver-Lampman) toma uma postura proativa com um movimento de liberdade civil para pessoas de cor;
  • Vanya (Ellen Page) é acolhida por uma família após sofrer de amnésia;
  • e Five continua a fazer o melhor que pode para impedir um novo apocalipse.

São toda uma série de circunstâncias que atira os irmãos para um novo conjunto de circunstâncias que ajuda a moldá-los da melhor forma possível. Um dos melhores exemplos reside em Diego que, após ter sido uma das desilusões da temporada, encontra aqui a sua “redenção”, já para não falar de Ben contar com alguns momentos de destaque na temporada (além de uma cena emocional que não deixará ninguém indiferente).

The Umbrella Academy, nesta segunda volta, também traz consigo o regresso de algumas caras secundárias da temporada anterior com um interesse renovado. Há claramente alguns callbacks à primeira temporada, tais como a presença de Sir Reginald (Colm Feore), um Pogo infantil e a mulher que serviu de base para a Mãe dos Hargreeves, mas existe algo magnético com a presença mais sentida de The Handler (Kate Walsh). Pode não ter o desenvolvimento desejado, mas compensa por nos mostrar uma antagonista colorida (e um vasto leque de vestidos bizarros a condizer).

Além dos veteranos, The Umbrella Academy também traz consigo algumas caras novas a condizer. Tanto Raymond Chestnut (Yusuf Gatewood) como Sissy (Marin Ireland) protagonizam algumas linhas narrativas relevantes para a era moderna, mas Lila (Ritu Arya) consegue chamar a atenção imediata devido ao seu estatuto imprevisível e com algumas surpresas bem guardadas com um pay-off que certamente deixará bastantes ramificações daqui em diante.

The Umbrella Academy consegue melhorar com as suas personagens e na sua narrativa geral, mas também melhora no seu aspeto geral. Localizar a trama em Dallas nos anos 60 dá uma nova identidade em termos cénicos, mas também não é apenas aí que a série recebe as melhorias. Aliás, abraça ainda mais o lado estranho das bandas desenhadas originais (que podem resumir-se com AJ, ponto), além de contar com algumas sequências de ação criativas pontuadas com uma banda sonora cativante, que varia entre música da época, clássicos da história da música (Billy Idol, KISS, até mesmo os Backstreet Boys), e mesmo alguns toques mais modernos (convém ficarem atentos aos covers de Bad Guy, de Billie Eilish, e Hello, de Adele, além de Here Comes The End, da autorização de Gerard Way!)

O PIOR:

Não há muito por apontar nesta temporada de The Umbrella Academy.

De certa forma, esta temporada é uma clara melhoria em relação à sua antecessora em todas as maneiras imagináveis. Claro que os vilões em questão deixam um bocado a desejar (especialmente o trio de assassinos que mantêm uma presença regular), mas já seria de esperar este pequeno pormenor quando os Hargreeves e os seus problemas tomam o centro da nossa atenção.

Resta esperar para ver se a Netflix trará a série para uma terceira temporada. Porque, se o fizer, podemos esperar uma temporada igualmente cativante e bizarra, bem ao nosso gosto.

Podem recordar o que achámos da temporada anterior de The Umbrella Academy aqui.

Estado da série: STAND-BY

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Average Rating

A longa espera terminou! The Umbrella Academy marca o seu desejado regresso com uma segunda temporada claramente superior em todas as maneiras possíveis.

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