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Crítica: Deep Blue Sea 3 (2020)

Deep Blue Sea 3 Crítica de Cinema

CONTÉM SPOILERS DE DEEP BLUE SEA 3!

Um fenómeno um pouco incompreensível foi a transformação do filme de 1999 (que entreteu bastante na sua altura) Deep Blue Sea, onde tubarões ganharam uma inteligência fora do vulgar após experiências laboratoriais. Num lado longínquo da minha memória, lembro-me de até achar alguma piada ao filme original e, como um fã deste género de filmes (sim, podem gozar comigo o que quiserem!), não poderia deixar passar a oportunidade de ver o terceiro filme (não vi o segundo ainda, não sabia de qualquer informação sobre um franchise) desta saga.

Deep Blue Sea 3 Crítica de Cinema

Deep Blue Sea 3 acompanha a Drª. Emma Collins e uma equipa de ambientalistas que estão a estudar o impacto das mudanças climáticas nos tubarões-brancos. No entanto, assim que três tubarões-touro (uma espécie mais pequena do que os brancos) começam a dizimar as espécies na pequena ilha de Little Happy, é descoberto um estranho estudo liderado pelo ex-namorado da cientista.

Como podem ver (ou perceber), Deep Blue Sea 3 é uma obra-prima da desgraça. Um filme que é tão mau, mas tão mau que faz Sharknado parecer um clássico must-see. As personagens são terríveis, clichés, com um acting saído de um pacote de cereais e one-liners que são quase insultuosas para Sylvester Stallone ou Arnold Schwarzenegger. É que mesmo apreciando este género de filmes, Deep Blue Sea 3 é um atentado à inteligência dos espectadores. E muito se deve ao aspeto “cool” que a realização pretende escarrapachar na cara do público. Atores bronzeados, com músculos definidos e atrizes vistosas que satisfazem a futilidade de muitos, mas cujas capacidades performativas são reduzidas ao nível de um tijolo.

Deep Blue Sea 3 Crítica de Cinema

As sequências de ação (há uma luta corpo a corpo até engraçada, honestamente) são tão penosas que fazem com que a mensagem primária de Deep Blue Sea 3 seja ainda mais ridicularizada. Mas atenção, a premissa com base nas alterações climatéricas não é, de todo, má, mas o resultado e a execução da ideia é tão patética que, em vez de nos entreter, faz-nos revirar constantemente os olhos. O grave problema destes franchises é tentarem criar histórias minimamente sérias quando têm noção que o que têm em mãos não é, de todo, para se levar a sério.

Estamos perante um género completamente irrisório e pateta, pelo que as películas devem assumir-se como igualmente patetas, já que nada as conseguirá tornar sérias aos olhos do espectadores. Entreter é um bom começo, mas há que ter uma certa credibilidade e perceber até onde é possível ir sem tentar ser ambicioso e mudar as alíneas do conceito. Portanto, Deep Blue Sea 3 é absolutamente ridículo e um filme a evitar a todo o custo…

Deep Blue Sea 3 Crítica de Cinema

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Título: Perigo no Oceano 3

Título Original: Deep Blue Sea 3

Realização: John Pogue

Elenco: Tania Raymonde, Nathaniel Buzolic, Emerson Brooks, Bren Foster, Reina Aoi, Alex Bhat.

Duração: 100 min.

Trailer | Deep Blue Sea 3

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