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Blindspot – Series Finale – 5ª Temporada

Blindspot Series Finale

CONTÉM SPOILERS DE BLINDSPOT!

Uma das séries mais sobrevalorizadas dos últimos anos (finalmente!) chegou ao fim. A história de Jane Doe e de como foi parar à Times Square, completamente nua e amnésica e com tatuagens pelo corpo, tem um desfecho agridoce, ainda que tenha surpreendido mais pela positiva que pela negativa no seu episódio final. No entanto, toda a restante série é extremamente vulgar, pouco envolvente e repetitiva.

Blindspot Series Finale

O MELHOR:

Nesta temporada final, há que dar destaque a duas personagens que, de alguma forma, foram gradualmente crescendo e se tornando fan favorites: Patterson e Rich.

Tanto Ashley Johnson como Ennis Esmer solidificaram Blindspot em tornar-se um objeto de diversão que consegue trazer algum humor subtil à sua temática ridícula e sistematicamente cíclica. Não conseguem, de todo, salvar a série. E muito disto deve-se ao facto de Blindspot ter absorvido o estilo procedural que, de alguma forma a prejudicou no seu todo. Nesta temporada, já que a história estava ainda mais condensada, Martin Gero e companhia viram-se forçados a ter de empanturrar os episódios com uma história linear e que conseguiu trazer Blindspot a uma luz diferente.

Blindspot Series Finale

O PIOR:

Blindspot é uma série que, embora tenha iniciado com uma premissa engraçada, perdeu-se completamente.

A série tomou o rumo de querer ser mais do que o que, realmente, podia. As teorias megalómanas e ciência muito pouco credível na análise das tatuagens da protagonista levaram a melhor, tornando a série ridícula e pouco séria. A verdade é que Blindspot tornou-se, inclusive, massacrante por ter uma história demasiado cliché e repetitiva. É como um NCIS ou CSI ou todas as restantes séries policiais só que tem uma protagonista tatuada. Isto acaba por ser incomodativo porque Blindspot, se tivesse um formato mais ligado a uma história de origem pensada totalmente ao início, poderia ter resultados bem diferentes.

É também um problema enorme que o talento performativo de Sullivan Stapleton seja praticamente nulo e a sua personagem principal é absolutamente desnecessária e serve apenas para reforçar o intuito amoroso da série. Jaimie Alexander foi sempre a condutora da narrativa e, nesta temporada final, não desilude, ainda que o tratamento dado à sua personagem nem sempre tenha sido o melhor.

O fator dramático de Blindspot é também absolutamente ridículo, já que as sequências melodramáticas são totalmente cringe e surtem mais efeito de comédia do que qualquer outra coisa. A realização de Blindspot é também ela muito estranha, já que os close-ups tornam os momentos ainda mais desconfortáveis e a ação fica algo infantilizada. Mas, honestamente, a pior parte de Blindspot é precisamente o formato procedural e as histórias principais que se formam sem nexo ou motivo que nos prenda.

Ainda assim, o episódio final acabou por trazer alguma nostalgia e faz-nos refletir sobre o “progresso” ou, pelo menos, de todos os intervenientes que passaram pela vida de Jane e contribuíram para as suas aventuras, ainda que não vão deixar saudades. Portanto, ainda bem que Blindspot terminou e que possamos ter um pouco mais de tempo para nos dedicarmos a séries que realmente importam.

Blindspot Series Finale
BLINDSPOT — “Iunne Ennui” Episode 511 — Pictured: Jaimie Alexander as Jane Doe — (Photo by: Barbara Nitke/NBC/Warner Brothers)

Estado da Série: TERMINADA

Leiam a nossa Mini-Review anterior de Blindspot aqui.

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31%
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Blindspot chega finalmente ao fim com uma temporada que até consegue minimamente superar as outras, mas não consegue superar nenhuma das suas falhas iniciais o que, por si só, não merece o nosso tempo.

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