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The 100 – Midseason Finale – 7ª Temporada

CONTÉM SPOILERS DE THE 100!

Depois tanto tempo a aguardar pelo trailer e última temporada de The 100, não posso deixar de me sentir desiludida com os novos episódios. Com os primes fora do caminho, Clarke (Eliza Taylor) & Co vêem-se envolvidos naquela que pode ser a chave para todos os seus problemas, mas as novas personagens podem não ser o único problema à medida que um antigo inimigo se revela.

O MELHOR

Se tem uma personagem que tem surpreendido é John Murphy (Richard Harmon). Ao longo das sete temporadas, Murphy passou de uma das personagens mais detestadas a um fan favorite. Já eram vários os pedidos para que esta personagem começasse a ter mais destaque e, pela primeira vez na história de The 100, as preces dos fãs foram ouvidas. Com Clarke, Bellamy (Bob Morley), Octavia (Marie Avgeropoulos), Raven (Lindsey Morgan), etc num outro mundo, está aberto o caminho para Murphy brilhar com a sua própria storyline. A famosa barata está finalmente a aceitar o seu papel como herói e não tem desiludido.

Outra personagem que sofria do mesmo mal que Murphy era Indra (Adina Porter). A comandante dos Triku também era uma das personagens que ficou esquecida durante a sexta temporada, mas o destaque que tem tido nos últimos episódios é mais do que merecido. É bom ver Indra a assumir o papel de líder, que no fundo sempre lhe pertenceu.

O mesmo acontece com Emori (Luisa d’Oliveira). Durante seis anos, Emori foi apenas a namorada de Murphy, uma personagem secundária que só era usada quando convinha aos produtores. Neste momento, Emori, tal como Murphy, está a assumir um papel mais marcante e estamos a conseguir conhecer um pouco do seu passado, o que, apesar de tanta volta e reviravolta, não deixa de ser interessante para dar mais dimensão à personagem.

Uma pequena nota sobre o episódio 8, Anaconda. Este episódio serve como apresentação do spin-off da prequela de The 100 e, no geral, não desiludiu. Foi simples, serviu para, no fundo, se perder tempo pois não acrescenta nada ao enredo atual, mas foi interessante o suficiente para ficar curiosa sobre a história de Callie (Iola Evans) e a criação dos grounders, que tanto marcaram as primeiras temporadas.

O PIOR

O enredo está em TODO o lado. Temos os dramas do Sanctum, que não são poucos – Children of Gabriel, os fiéis dos primes, os criminosos da Eligius, Sheidheda (JR Bourne) -, e ainda temos os problemas do novo planeta, toda a história de Hope (Shelby Flannery), Diyoza (Ivana Milicevic), Levitt (Jason Diaz), Anders (Neal McDonough), etc. É tudo de mais em tão pouco tempo. Com tanta história, podiam perfeitamente prolongar a série por mais uma temporada de forma a terminar tudo de maneira mais satisfatória. Está tudo a desenrolar-se tão lentamente e, com um episódio perdido para apresentar o spin-off, temo que seja tudo fechado de forma tão rápida e confusa que a magia (que já pouco existe), desapareça completamente.

E, a sério, eu respeito os atores. Por vezes, sei que a vida pessoal deles não lhes permita estar tão presentes, mas o que é que se passou na cabeça do Bob Morley para pedir para ser dispensado durante a ÚLTIMA temporada da série? Como é que é suposto continuarmos a assistir a The 100 sem o coração da série? É absolutamente ridículo, revoltante e… Preferia que tivessem matado o Bellamy do que andarem a adiar o regresso. É torturante e The 100 não é The 100 sem o Bellamy e a Clarke a sacrificarem-se um pelo outro.

Por fim, o que se passa com a Echo (Tasya Teles)? É desta forma que o Rothenberg tenta acalmar os fãs que aclamam por Bellarke? Tornando a atual namorada de Bellamy na personagem mais irritante da série? É como se todos os anos de evolução da espiã se tivessem apagado e ela voltasse aos seus velhos – nada simpáticos – hábitos. Espero que no fim isto tudo se revele uma partida de mau gosto, a Clarke acorde na sua cela no Ring e esta história nunca tenha acontecido. Um final ao estilo de Lost é o melhor que podemos desejar agora.

No total de 9 episódios, The 100 conseguiu desiludir mais do que em seis temporadas. Espero apenas que a segunda metada da última temporada seja satisfatória o suficiente para conseguir despedir-me em paz de uma das minhas séries favoritas.

Leiam o último Frame by Frame de The 100 aqui.

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