Cinema Críticas

Crítica: Volition (2019)

Volition

Volition é um drama sci-fi que envolve James, um homem que consegue ver pedaços do seu futuro, e a sua luta contra o tempo quando, um dia, tem visões da sua própria morte. “Volition”, traduzido, significa vontade; neste caso, é o desejo de mudar o seu destino e o dos que o rodeiam, que move James.

Já vimos esta fórmula várias vezes, a do viajante no tempo que tenta provar que é dono do seu futuro. Infelizmente, Volition cai na categoria de filme pretensioso que não chega a lado nenhum. A sua ideia é promissora, interessante até, no entanto, com o decorrer do filme, parece que conseguimos adivinhar exatamente o que vai acontecer, o que o torna cada vez mais aborrecido. Para além disso, há imensas pontas soltas, cenas sem sentido que apenas servem como “gatilhos” para uma reação das personagens e não há absolutamente nenhum laço criado com nenhuma personagem.

Volition

Volition não conta com caras muito conhecidas, o que não é mau por si; se não fosse pela má interpretação por parte do elenco, pelo geral péssimo diálogo e personagens superficiais e “vazias”. Esta má direção tenta ser mascarada por uma razoável cinematografia, que não chega para salvar este desastre de filme.

O que consigo apontar de positivo é apenas a banda sonora, que subtilmente cria um ambiente mais sci-fi. Contudo, Volition é aborrecido, previsível, embaraçoso e uma desilusão, pois, apesar de ser uma ideia já “espremida” até ao limite, poderia ter sido bem feito e ter deixado uma mensagem mais interessante. De tantos filmes entre este género de viagens no tempo e “as tuas escolhas podem mudar o teu futuro”, Volition é apenas tempo perdido.

 

Título: Volition
Realização: Tony Dean Smith
Elenco:  Adrian Glynn McMorranMagda ApanowiczJohn Cassini
Duração: 91 minutos

 

Trailer – Volition

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